Entrar Via

Casei com o Magnata Frio por Um Acordo Bilionário romance Capítulo 101

O edifício era menor do que a sede da Montenegro Corp. Não havia o brilho ostensivo, nem o silêncio reverente que ela aprendera a reconhecer nos espaços de Rafael. Ali, tudo parecia funcional demais. Prático. Um poder que não precisava ser exibido — mas que também não inspirava respeito imediato.

Ela ajeitou a bolsa no antebraço e caminhou até a recepção.

— Bom dia. — disse, com educação tranquila. — Gostaria de falar com o senhor Enzo Montenegro.

A mulher atrás do balcão não levantou os olhos de imediato. Continuou digitando, unhas longas batendo no teclado como se Valentina fosse apenas ruído ambiente.

— Hora marcada? — perguntou, seca.

— Não. — Valentina respondeu. — Mas é rápido. Se puder interfonar…

A recepcionista finalmente ergueu o olhar.

E avaliou.

Não foi curiosidade.

Foi desprezo treinado.

— Sem hora marcada, não entra. — disse, cruzando os braços. — Aqui não é salão de beleza nem porta de fundo para quem acha que pode subir na vida se apresentando como “conhecida do patrão”.

Valentina sentiu o rosto esquentar levemente, mas manteve a postura.

— Eu só pedi que avisasse. Se ele não me reconhecer, eu vou embora.

A mulher soltou um riso curto.

— Claro. — disse. — Todas dizem isso.

Valentina respirou fundo.

— Meu nome é Valentina Montenegro.

O sorriso da recepcionista se alargou — agora com prazer.

— Ah, agora melhorou. — respondeu. — Olha, querida, já tivemos atriz, influencer, ex-namorada imaginária, prima inventada… você escolhe qual personagem quer ser hoje?

Valentina sentiu o estômago afundar.

— Eu não estou aqui para causar constrangimento. — disse, firme. — Apenas interfone.

A mulher inclinou-se para trás na cadeira.

— Não. — respondeu. — E vou te pedir que se retire antes que eu chame a segurança.

Valentina ficou imóvel por um segundo.

Aquilo não era apenas grosseria.

Era humilhação deliberada.

— A senhora está extrapolando. — disse, com voz controlada. — Não tem o direito—

— Tenho sim. — a recepcionista interrompeu. — Direito de proteger a empresa de mulheres que usam sobrenome alheio pra tentar subir.

Valentina sentiu o chão ceder sob os pés.

Antes que pudesse responder, a mulher pegou o telefone interno e falou alto demais:

— Segurança, por favor. Temos mais uma tentando acessar o andar executivo sem autorização.

Dois homens surgiram em segundos.

— Pode acompanhar, senhora. — disse um deles, já tocando o braço de Valentina.

— Não encoste em mim. — ela reagiu, surpresa, o coração disparando.

O movimento foi brusco. Desnecessário.

Valentina perdeu o equilíbrio quando foi empurrada em direção à saída. O salto escorregou. Ela caiu de joelhos no piso frio da recepção, o impacto arrancando-lhe o ar dos pulmões.

O barulho ecoou.

Algumas pessoas olharam. Ninguém se aproximou.

— Era só o que faltava… — murmurou a recepcionista, revirando os olhos. — Drama.

— PAREM AGORA.

A voz veio de trás. Alta. Autoritária. Diferente de todas as outras.

Os seguranças congelaram.

Um homem atravessava a recepção a passos largos, o rosto completamente sem cor.

— O que está acontecendo aqui?! — exigiu.

A recepcionista se endireitou, defensiva.

— Senhor Dario, essa mulher entrou dizendo—

Ele não deixou terminar.

Dario Cavalcante olhou para Valentina no chão.

E empalideceu de vez.

— Senhora Valentina… — disse, a voz falhando por um segundo. — Meu Deus.

Ela tentou se levantar sozinha, mas ele já estava ao seu lado.

— Não, por favor, fique. — disse, ajudando-a com cuidado. — Me perdoe… isso não deveria—

A recepcionista riu, nervosa.

— Senhor, ela disse que era—

O som foi seco.

O tapa ecoou na recepção como um disparo.

A mulher cambaleou para trás, levando a mão ao rosto, em choque absoluto.

— SUA IDIOTA. — Dario explodiu. — Essa é a esposa do senhor Rafael Montenegro.

Silêncio.

Total.

— E você acabou de expulsá-la daqui como lixo.

Ele virou-se para os seguranças.

— Estão demitidos. — disse, sem hesitar. — Agora.

Os dois homens ficaram paralisados.

Dario voltou-se para a recepcionista, os olhos em chamas.

— Você também. Saia da minha frente antes que eu chame a polícia por agressão.

A mulher abriu a boca. Nenhum som saiu.

Dario voltou-se para Valentina, o tom mudando completamente.

— Senhora… — disse, com respeito absoluto. — Mil desculpas. Eu sou Dario Cavalcante, assistente do senhor Enzo. Isso… isso não representa esta empresa.

Valentina respirava com dificuldade.

— Eu devia ter marcado um horário. — murmurou, ainda atordoada.

Dario balançou a cabeça.

— A senhora nunca precisa marcar horário aqui. — respondeu. — Apenas… tivemos problemas no passado com mulheres que tentam se aproximar do senhor Enzo por interesse.

Valentina engoliu em seco.

Pensou em Rafael.

Pensou no contrato.

Pensou em como tudo começara.

— Entendo. — disse, por fim.

Dario estendeu a mão.

O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei com o Magnata Frio por Um Acordo Bilionário