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Casei com o Magnata Frio por Um Acordo Bilionário romance Capítulo 121

A ala reservada de Rafael estava em pleno funcionamento.

A mesa ampla da sala havia perdido qualquer traço de organização estética — papéis espalhados em camadas, pastas abertas, contratos marcados com anotações firmes. Dois notebooks ligados ao mesmo tempo, um com gráficos financeiros, outro com relatórios internos da Montenegro Corp, o celular vibrava em intervalos curtos, sempre ignorado.

Rafael estava sentado no sofá de couro, o paletó jogado ao lado, mangas da camisa dobradas, expressão fechada. Falava ao telefone em inglês, a voz controlada, precisa, como se nada no mundo pudesse tirá-lo daquele eixo.

— Não. Esse prazo não é negociável. Se eles não cumprirem, nós saímos da mesa. — fez uma pausa curta, escutando. — Não me interessa o histórico. Me interessa o agora.

Moreira estava em pé, a alguns metros, tablet em mãos, acompanhando tudo em silêncio.

Foi então que bateram à porta.

Não foi um toque casual.

Foi firme. Contido. Formal demais para ser ignorado.

Rafael não se virou de imediato.

— Um minuto. — disse ao telefone, a atenção ainda presa ao negócio.

A batida se repetiu.

Duas vezes.

Rafael sentiu.

Algo no peito se contraiu sem explicação lógica. Um instinto antigo, incômodo, que ele conhecia bem demais para ignorar.

— Encerramos depois. — disse ao telefone, já se levantando. — Me ligue em quinze minutos.

Desligou antes da resposta.

— Abra. — ordenou a Moreira, sem tirar os olhos da porta.

Moreira obedeceu.

A porta se abriu.

E o ar da sala mudou.

Yamamoto entrou primeiro.

Postura ereta. Expressão grave. Nenhum traço de formalidade habitual no olhar. Atrás dele, Hana vinha com os ombros rígidos demais para alguém que sempre se movia com leveza. Os olhos estavam marejados, embora ela se esforçasse para manter a compostura.

Akemi entrou por último.

Silenciosa. Reta. O rosto impassível — mas os olhos, duros como pedra.

A porta se fechou atrás deles.

Rafael não disse nada.

Ele sabia que essa visita não era social e que algo estava muito errado.

— Senhor Yamamoto… — começou, o tom controlado demais.

Yamamoto parou a poucos passos dele.

Não respondeu de imediato.

Inspirou fundo.

Era um homem acostumado a decisões difíceis, a perdas, a guerras empresariais e pessoais. Mas aquela… aquela não vinha com manual de honra.

— Senhor Montenegro… — disse enfim, a voz baixa, pesada.

Rafael sentiu o chão se mover um centímetro sob os pés, pensou no contrato, pensou na fusão, pensou em várias coisas... Menos essa.

— A senhora Montenegro… — Yamamoto hesitou. Pela primeira vez desde que Rafael o conhecia. — …não retornou do passeio.

O silêncio que se seguiu foi absoluto.

Rafael apenas ficou imóvel. Sem reação.

— O que quer dizer com “não retornou”? — perguntou, por fim. A voz não subiu. Não tremeu.

Akemi falou, precisa como sempre:

— Ela saiu acompanhada de um motorista e sob observação de segurança discreta. O trajeto incluía uma livraria antiga e uma cafeteria no bairro de Kagurazaka. Até então, tudo estava dentro do esperado.

Hana apertou as mãos à frente do corpo.

— Depois disso… — a voz falhou por um segundo, mas ela continuou — …ela seguiu a pé por áreas mais internas. Ruas comerciais, passagens entre prédios. Lugares movimentados.

Rafael virou-se lentamente para Moreira.

— Chame o responsável pela segurança dela. Agora.

Moreira já estava digitando.

— Já está a caminho, senhor.

Yamamoto deu um passo à frente.

— Senhor Montenegro… — disse, firme agora — esta casa falhou. E eu assumo isso.

Rafael fechou os olhos por um instante.

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