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Casei com o Magnata Frio por Um Acordo Bilionário romance Capítulo 282

Álvaro respirou fundo antes de tentar outro caminho.

— Os fundos internacionais já começaram a sondar. Querem saber se vamos responder com aquisição, contenção ou aliança.

— Nenhuma das três.

— Nenhuma? — a surpresa saiu mais nítida do que deveria.

Rafael sequer mudou o tom.

— Aliança com desconhecido é submissão. Aquisição impulsiva é fraqueza. Contenção pública é confissão de ameaça. Não vamos dar ao mercado o espetáculo que ele quer.

A conselheira à direita descruzou as pernas.

— E o que vamos dar, então?

— Tempo.

A palavra irritou mais do que acalmou.

Álvaro soltou um ar impaciente.

— Tempo pode custar caro.

— Decisão apressada custa mais.

Renato falou, agora mais direto:

— A tecnologia adquirida por eles é séria demais para ser ignorada.

Rafael virou o rosto para ele.

— Eu não estou ignorando nada.

E ali estava.

Não na frase.

Mas no jeito como foi dita.

Aquela era a diferença.

Ele não parecia um homem tentando reagir a uma ameaça. Parecia um homem que já estava dentro do problema há mais tempo que todos os outros juntos.

Moreira, em silêncio até então, deslizou discretamente uma pasta para o lado de Rafael. Ele abriu, leu apenas a primeira página e tornou a fechá-la.

— Quero um mapeamento completo de todos os contratos fechados pela Fênix desde a abertura global da Montenegro — disse, sem alterar a voz. — Cruzem com movimentação de fundo, expansão territorial, patente registrada e captação externa. Quero sobreposição de mercado e histórico de presença setorial. Não me tragam rumor. Me tragam arquitetura.

Moreira assentiu.

— Sim, senhor.

Álvaro passou a mão pelo rosto.

— Isso leva tempo.

— Então parem de gastar o meu com hipóteses histéricas.

A frase foi tão seca que ninguém ousou reagir de imediato.

Rafael continuou, agora olhando um por um.

— Se a Fênix quer ser vista, ótimo. Deixem aparecer. Deixem crescer. Deixem o mercado se encantar. Toda ascensão rápida demais cobra um preço. Eu quero saber onde esse preço será pago.

Héctor o estudou em silêncio por dois segundos.

— Você parece muito certo de que eles vão errar.

Rafael sustentou o olhar.

— Toda empresa erra.

Uma pausa curta.

— A diferença é quem sobrevive ao primeiro erro.

O diretor mais velho da mesa, Otávio Barcellos, finalmente falou. A voz dele tinha o peso de quem estava ali muito antes de quase todos os outros.

— O problema, Rafael, é que nós não sabemos sequer quem é o rosto por trás deles. Isso fere a lógica do mercado. E tudo o que fere a lógica… assusta.

Rafael apoiou o braço na mesa.

— Então usem isso a nosso favor.

Otávio franziu o cenho.

— Como?

— Se o mercado não consegue ler uma empresa, primeiro ele se encanta. Depois ele teme. Depois ele testa. E, quando testa, rompe alguma coisa.

Renato soltou um ar curto.

— Desde que a empresa rompa primeiro.

Rafael ergueu levemente o queixo.

— A Montenegro não rompe por pressão externa. Rompe por decisão própria.

Era uma frase para ficar.

E ficou.

A conselheira à direita foi quem quebrou o silêncio de novo.

— E a imprensa? O que responde?

— Nada.

— Nada?

— Nada até que valha a pena responder.

Álvaro fechou o tablet com mais força do que pretendia.

— O silêncio pode parecer hesitação.

— Só para quem não entende poder.

O rosto dele não endureceu.

Não precisou.

Capítulo 282— O tempo dirá 1

Capítulo 282— O tempo dirá 2

Capítulo 282— O tempo dirá 3

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