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Casei com o Magnata Frio por Um Acordo Bilionário romance Capítulo 335

O coração acelerou de verdade agora. Valentina puxou o tapete mais um pouco, revelando por completo a placa metálica ajustada no chão logo abaixo da posição principal da cadeira de Enzo. Não era um cofre comum. Não era improvisado. Era profissional. Instalado de forma permanente, planejada, como se o lugar mais seguro para enterrar uma verdade fosse exatamente sob os pés de quem mentia melhor.

Ela se aproximou mais. Havia um painel digital.

Abaixo dele, uma fechadura mecânica.

E, recuado na lateral, um encaixe biométrico.

Três camadas.

Valentina soltou um riso sem humor, baixíssimo, quase uma respiração amarga.

— Tem muita coisa importante aqui… — murmurou. — Se não, pra que tanta segurança?

Passou os dedos pelo metal frio sem realmente tocá-lo como propriedade, mas como se o objeto pudesse responder alguma coisa. Aquilo guardava o que ela precisava. Talvez o vínculo com o juiz. Talvez transferências. Áudios. Contratos. Provas finais. O tipo de material que não ficava em servidores porque servidores podiam vazar, ser hackeados, apreendidos. O tipo de coisa que se enterrava no chão de casa e se protegia como se fosse a própria alma.

A fechadura digital apagada refletiu vagamente seu rosto.

Ela analisou a sequência. Painel. Chave. Biometria. Três travas. Nenhuma chance de abrir ali, sozinha, naquela noite, com a casa cheia, sem ferramenta, sem senha, sem margem para erro. Forçar seria burrice. Insistir seria suicídio.

Precisava sair. Mas agora sabia o que procurar.

E isso mudava tudo. Foi quando ouviu o som.

Passos no corredor.

Pesados. Ritmo firme. Aproximando-se.

Valentina apagou por dentro. Agiu por fora.

Puxou o tapete de volta numa rapidez desesperadamente silenciosa, cobrindo o cofre quase inteiro, mas não perfeitamente. Endireitou a ponta. Mais um passo no corredor. Mais perto. Ela se levantou de um salto contido e procurou com os olhos um lugar onde pudesse desaparecer. A porta não era opção. A janela, impossível. Restava o espaço entre a estante lateral e a cortina grossa que cobria parcialmente a parede do fundo.

Correu até lá e se enfiou no estreito intervalo escuro no exato instante em que a maçaneta girou.

A porta abriu.

Um segurança entrou.

Valentina prendeu o ar tão fundo que o peito doeu.

O homem não acendeu a luz principal. Entrou com a lanterna do celular em mãos, projetando um facho curto pelo escritório. A claridade passou pela mesa, pelo bar, pela parede, e por um segundo pareceu parar justamente na direção da cortina. O feixe escorregou. Voltou. Parou de novo.

Valentina sentiu o suor frio nascer na nuca.

O segurança deu dois passos para dentro.

Mais um.

Mais um.

Ela apertou a mão contra a própria barriga, como se pudesse silenciar o corpo inteiro com um gesto. O som do sangue nos ouvidos era ensurdecedor. O homem franziu a testa diante da mesa, abaixou o facho de luz para o chão e olhou o tapete.

Valentina sentiu o mundo inteiro reduzir-se àquele instante.

Ele viu.

Tinha visto.

A ponta do tapete não estava igual.

O segurança se agachou.

A mão dele foi até o tecido.

Mais um segundo e—

O telefone dele tocou.

O homem xingou baixo, irritado, levantou de imediato e atendeu sem sair do lugar.

— Fala.

Silêncio do outro lado.

— Não, eu tô na ala leste.

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