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Casei com o Magnata Frio por Um Acordo Bilionário romance Capítulo 35

Valentina fechou a porta do próprio quarto.

Não era exatamente um lar — era um lugar neutro, caro, silencioso demais.

Uma mesinha lateral, que ela mesma tinha arrastado para perto da janela, servia agora como escritório improvisado.

Notebook aberto.

Pilha de papéis ao lado.

Uma caneca de chá fria esquecida.

Ela sentou.

Respirou.

A lista de contatos no celular brilhava como um desfile de memórias que, antes, davam orgulho.

Agora… pareciam cordas cortadas.

Apertou o primeiro nome.

1ª ligação — Dr. Alexandre Prado

— No momento não posso atender… deixe seu recado após o sinal…

Desligou antes do bip.

Sinal número um.

Tentou outro.

2ª ligação — Mariana Portela

— Val! Quanto tempo!

Valentina até sorriu. Por segundos.

Mas quando explicou o motivo da ligação…

— Ah… Val… complicado. Estamos com equipe fechada. E, com toda essa… exposição… seu nome está muito comentado. Não acho prudente associarmos agora.

— Entendi. Obrigada.

Não entendia.

Mas agradecia.

Sinal dois.

3ª ligação — Paulo Menezes

— Val! Que honra te ouvir!

Ela sabia que vinha merda quando alguém falava "honra".

Ao pedir consultoria, ele tossiu, disfarçou, rodeou:

— Val… você está numa fase… sensível. Talvez devesse focar no seu casamento. Trabalhar agora seria… inoportuno.

Ela desligou sem responder.

Sinal três.

Valentina respirou fundo, apesar da dor crescendo no peito.

4ª ligação — Professor Ignacio Torres (Harvard)

Ela fechou os olhos quando ele atendeu.

— Valentina! Você sumiu! Como está?

— Estou bem, professor. Voltei ao Brasil por questões familiares. Estou buscando trabalho remoto, consultorias jurídicas, pareceres… qualquer coisa temporária.

O silêncio dele cortou.

— Valentina… vou ser sincero.

Seu último ano foi… turbulento. Casamento, notícias, especulações… isso passou por aqui também.

Ela travou.

— Professor, eu só preciso trabalhar. Meu currículo fala por si.

Ele suspirou.

— Você é brilhante, mas não está estável emocionalmente.

Não agora.

Descansa. Resolve sua vida pessoal.

Depois, quando estiver mais firme, voltamos a conversar.

Valentina sentiu o mundo girar.

— Então… não há projetos?

— Não no momento. Desculpe.

E cuide-se.

Ela desligou devagar.

Não chorou.

Mas ficou alguns segundos encarando o nada, como se alguém tivesse acabado de roubar o ar do quarto.

Depois vieram mais ligações.

Mais recusas.

Mais justificativas vazias.

“Seu nome está exposto.”

“Talvez depois.”

“Não convém no momento.”

“A situação do seu casamento impede…”

A cada não, ela encolhia um pouco por dentro.

Não por falta de autoestima, mas porque sabia que estava sem tempo.

E a mensagem de Rogério na tela só piorou tudo:

“Eu quero o dinheiro.

Sexta. Sem desculpas.”

Valentina largou o celular.

As mãos tremiam.

Tentou bancos, simuladores, investimentos.

Nada chegava perto dos cinco milhões.

Nada era viável a tempo.

Ela respirou fundo.

Uma.

Duas.

Três vezes.

E então, pela primeira vez desde que ficara doente, permitiu-se pensar em Rafael.

Não como porto seguro.

Mas como alguém que não desmoronava.

Como alguém que sempre tinha um plano.

Ela não queria pedir dinheiro.

Ela queria uma saída.

Valentina fechou o notebook.

Ficou alguns segundos parada, apenas sentindo o peso dentro do peito.

Depois levantou-se.

Seguiu para o corredor.

E caminhou até o quarto de Rafael.

Não para depender.

Mas para não afundar sozinha.

Valentina parou diante da porta dele.

Do quarto dele.

A mão pairou no ar por longos segundos.

Seu coração batia como se tentasse fugir pela garganta.

Mas ela bateu.

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