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Casei com o Magnata Frio por Um Acordo Bilionário romance Capítulo 39

Quando o segurança a tirou de lá, viasse o medo gritante nos olhos dela quando voltou à superfície.

Não era apenas susto.

Era pavor antigo.

— Você sabe… — disse, voltando ao presente com um brilho diferente no olhar. — Naquele dia, na piscina, ela não ficou estranha.

— Porque é inútil. — Isabella deu de ombros, despejando desprezo na frase. — Deve ter trancado aula de natação desde criança.

— Não seja simplória. — a voz de Vittória veio tão afiada que Isabella se encolheu um pouco. — Não era frescura. Não era vergonha de cabelo molhado. Aquilo ali… era medo. Medo de quem já sabe o que é afundar.

Isabella respirou fundo, assimilando a informação.

— Você acha que ela… não sabe nadar? — perguntou, quase saboreando a ideia.

— Eu acho… — Vittória encostou as costas na cadeira, o olhar distante, como quem faz cálculos internos. — que é muito interessante ter alguém dentro da minha casa com um medo tão específico. E tão fácil de… provocar.

Isabella abriu um sorriso lento. Sem graça. Sem bondade.

— Medo de água. — repetiu, com um brilho maldoso nos olhos. — Combina com ela. Sempre tão perdida, tão fora do lugar, tão… deslocada. Como se estivesse se afogando o tempo inteiro.

Vittória sorriu de volta, mas o sorriso dela era de outra categoria.

— Não subestime o valor de uma fraqueza, Isabella. — disse, quase didática. — Pessoas como Valentina passam a vida tentando esconder as próprias rachaduras. E é aí que elas se tornam mais… úteis.

— Úteis? — Isabella ergueu as sobrancelhas. — Eu não quero que ela seja útil. Eu quero que ela suma.

A honestidade crua da frase pairou sobre a mesa, espessa.

Vittória não fingiu indignação. Não fingiu surpresa. Aquilo era apenas a consequência lógica de um ego rejeitado.

— Você quer que ela suma… porque acredita que, assim, seu lugar estará garantido. — analisou, sem rodeios. — Mas é aí que você se engana.

Isabella arregalou os olhos, defensiva.

— Eu sempre fui a escolha óbvia! Todos sabem disso! As famílias, o conselho, a imprensa… Eu era o futuro natural.

— Rafael não escolhe o “natural”. — cortou Vittória, sem paciência para dramas rasos. — Ele escolhe o que lhe dá vantagem. Sempre foi assim. Sempre será.

Ela tomou mais um gole do vinho, como se a certeza descesse junto com o álcool.

— E é por isso que essa mulher me incomoda. — continuou. — Porque, até agora, eu ainda não entendi que tipo de vantagem ela representa para ele.

Isabella apertou a taça com tanta força que os nós dos dedos ficaram brancos.

— Ela não representa nada. — insistiu, com raiva infantil. — Só o deixou cego.

— Rafael não fica cego. — retrucou Vittória, seca. — No máximo, fica… distraído.

A palavra ganhou peso.

Vittória pousou a taça, finalmente.

— Você está ferida, Isabella. — disse, com um tom quase maternal, apesar do gelo. — Isso a torna impulsiva. E pessoas impulsivas fazem… besteiras.

— Não estou pedindo sua aprovação para nada. — Isabella rebateu, ofendida. — Eu só não vou ficar sentada assistindo aquela mulher roubar tudo o que era meu por direito.

— Nada é “por direito” no nosso mundo, querida. — Vittória inclinou a cabeça, os olhos cravados nela. — Tudo é por conquista. Ou por eliminação de obstáculos.

Silêncio.

Dessa vez, foi Isabella quem sorriu primeiro.

— Obstáculos… — repetiu, lambendo a palavra com um certo deleite. — E você acha que ela é apenas isso? Um obstáculo?

Vittória respirou fundo.

— Eu acho que Valentina é um problema mal dimensionado. — respondeu. — E problemas assim… ou crescem até engolir a casa… ou são cortados pela raiz antes que criem tronco.

Isabella deixou o encosto da cadeira, aproximando-se da mesa.

— E se… — começou, a voz mais baixa, quase conspiratória — em vez de esperar que ela cresça, nós simplesmente… a empurrarmos um pouco mais… para a beira?

Os olhos de Vittória brilharam, notando que a frase não vinha do nada.

O garçom se aproximou naquele exato instante, oferecendo mais vinho. Vittória ergueu a taça, permitindo que a enchessem até a metade. Isabella fez o mesmo, sem tirar os olhos dela.

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