Entrar Via

Casei com o Magnata Frio por Um Acordo Bilionário romance Capítulo 45

A alta veio uma semana depois.

Uma semana de soro, antibióticos, remédios para dor, exames, monitoramento cardíaco… e noites em claro.

Uma semana inteira em que Bianca praticamente dormiu numa poltrona de hospital, com o cabelo preso do mesmo jeito torto do primeiro dia, manicure destruída e humor ainda pior.

Moreira também estava ali naquela manhã.

Postura impecável.

Terno escuro.

Expressão neutra.

Profissionalismo absoluto.

Mas os olhos…

Os olhos mostravam algo que ele não podia dizer:

respeito.

— Senhora Montenegro… — ele disse, abrindo a porta do quarto com gentileza. — O carro está pronto. Assim que quiser, posso acompanhar até a mansão.

Valentina se ajeitou na cadeira, o corpo ainda doído, a respiração curta.

Estava tão magra, tão abatida, tão silenciosa…

Mas havia algo novo nela:

uma sombra de força.

Bianca segurou a bolsa dela e murmurou:

— Vamos embora dessa espelunca. Eu vou arrancar sua alta nem que tenha que ameaçar o hospital, Val.

Valentina soltou um riso cansado.

— Obrigada, Bia.

— Agradece não. — Bianca resmungou. — Agradece depois que eu arrumar seu cabelo, porque você tá parecendo que lutou contra um ciclone.

— O que… de certa forma… — ela levantou as mãos — aconteceu.

Moreira pigarreou, quase sorrindo, mas manteve compostura militar.

— O carro está esperando, senhoritas.

A mansão Montenegro parecia ainda maior depois do hospital.

Valentina desceu devagar do carro, Bianca ao seu lado segurando firme seu braço, como se temesse que o vento a derrubasse.

A porta mal tinha sido empurrada por Moreira quando a voz fria de Vittória desceu a escada como navalha.

— O que significa isso?

Valentina parou no hall, exausta, pálida, apoiando parte do peso em Bianca. O soro ainda marcava seu braço. O corpo tremia de dor.

Mas a primeira coisa que ela recebeu ao voltar para a casa que teoricamente era sua?

Um ataque.

Vittória desceu mais um degrau, rígida, impecável, olhos duros de julgamento.

— Uma mulher casada não some por uma semana inteira. — ela disse, o tom venoso e educado. — Não desaparece sem dar explicações. Não deixa a casa inteira em caos.

Valentina baixou o olhar, envergonhada… machucada.

Bianca não.

Bianca estourou como dinamite.

— A senhora tá falando sério? — ela deu um passo à frente, a voz firme, indignada. — A Valentina saiu de casa viva e voltou quase morta pra esse lugar… e a primeira coisa que a senhora pergunta é “onde você estava”?

Vittória piscou, surpresa com a insolência.

— Eu estou perguntando o óbvio. Ela tem responsabilidades aqui.

— E ela quase morreu cumprindo uma delas: confiar nas pessoas erradas. — Bianca rebateu, sem citar nomes, mas com Isabella entalada na sua garganta. — A senhora pelo menos perguntou como ela está?

— Perguntou se ela precisa de ajuda?

— Perguntou se ela consegue ficar em pé sozinha?

Valentina engoliu um choro, porque era verdade — ninguém da casa tinha perguntado nada.

Clara apareceu atrás de Vittória.

— Olha… eu não sei como essa casa funciona. — Bianca continuou, erguendo o queixo. — Mas eu sei como deveria funcionar.

— Quando a dona da casa volta do hospital, vocês recebem. Não pressionam.

— Vocês oferecem ajuda. Não julgamento.

Vittória cerrou os dentes.

— Dona da casa? — ela repetiu, ofendida. — Não exagere no papel dessa menina, minha cara. Ela é esposa por contrato, não dona de nada—

Bianca ergueu a mão, cortando.

— A senhora me desculpa, mas… com licença. — ela apontou para Valentina. — A dona da casa está subindo para descansar.

— Preparem o café da manhã. Frutas frescas. Leite, pães doce.

Vittória ficou vermelha.

Clara arregalou os olhos.

Mas antes que ela pudesse retrucar…

O ar mudou.

A temperatura caiu.

Os passos pesados ecoaram no corredor.

E Rafael Montenegro apareceu.

De terno escuro.

Olhar cortante.

Postura indiscutível de dono do mundo.

Ele ouviu a última frase de Bianca.

E sem hesitar, ordenou:

— Façam o que ela mandou.

Silêncio absoluto.

Vittória tentou falar.

Rafael apenas virou o rosto devagar em direção a ela.

A matriarca engoliu as palavras.

Clara baixou a cabeça.

Bianca sorriu por dentro.

Valentina… respirou.

Rafael não olhou diretamente para Valentina.

O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei com o Magnata Frio por Um Acordo Bilionário