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Casei com o Magnata Frio por Um Acordo Bilionário romance Capítulo 46

O escritório ainda estava com o cheiro de uísque da noite anterior quando Rafael entrou. Moreira o aguardava como um soldado à espera de ordens.

— Trouxe o que pedi? — Rafael perguntou.

Moreira ergueu a pequena caixa como quem apresenta um artefato sagrado.

— Sim, senhor. Está configurado com todos os protocolos.

Rafael pegou o celular com um aceno curto.

— Vamos.

Subiram a escada em silêncio. O ar da mansão parecia mais pesado, como se soubesse o que ia acontecer.

Rafael bateu na porta.

Bianca abriu com o sorriso mais debochado da história das cunhadas improvisadas.

— Olhaaaa… quem apareceu. — ela cantarolou, abrindo mais a porta. — Entra, cunhado. A Val tá deitada.

Rafael entrou sem olhar muito para ela.

Valentina estava sentada na cama, costas retas, corpo frágil, expressão firme demais para alguém que quase morreu.

O olhar dela encontrou o dele por dois segundos.

Dois segundos que queimaram.

— Como você está? — Rafael perguntou, neutro como mármore.

Valentina abaixou os olhos.

— Estou bem — mentiu. — Obrigada por mandar me buscar.

Bianca virou de lado, indignada, mas ficou calada.

Valentina inspirou, se levantando com cuidado.

— Eu… queria agradecer por ter me salvado.

Rafael trincou o maxilar, a veia do pescoço marcando.

— Não fiz nada. — ele respondeu. — Foi o Moreira.

O assistente arregalou os olhos até perder metade da alma.

— S-senhor… eu—

— A obrigação dele é saber onde você está. — Rafael completou, firme.

Valentina virou para Moreira, e a gentileza dela bateu direto no coração do coitado.

— Obrigada, Moreira. De verdade.

Se pudesse, o homem evaporava.

Mas quando ela voltou os olhos para Rafael, a dor bateu.

— Eu me lembro de você lá. — ela disse, suave, sincera. — Eu lembro da sua mão me segurando. Obrigada também.

Rafael desviou o olhar imediatamente.

Foi tão rápido que Bianca percebeu.

Foi tão brusco que Valentina sentiu.

Moreira ergueu a sacola.

— Um presente, senhora Montenegro. — disse. — Seu novo celular.

Valentina o pegou devagar.

— Obrigada… mesmo.

Rafael apenas assentiu.

Virou para sair.

Mas Valentina deu um passo, segurou a mão dele — e isso parou o mundo.

Ele congelou.

Bianca prendeu a respiração. Moreira arregalou os olhos. E Valentina falou:

— Rafael… eu preciso da sua ajuda de novo.

Ele virou o rosto devagar, olhando-a sem piscar.

— O que foi?

Ela respirou fundo.

— Quero denunciar a Isabella por tentativa de assassinato.

A mão dele apertou a dela — sem querer, mas apertou.

O corpo inteiro dele ficou rígido.

Bianca deu um pulo.

— ISSO! Denunciar essa filha da—

Mas Rafael a cortou.

Frio.

Direto.

Cruel sem elevar a voz.

— Você não vai fazer isso.

Valentina recuou meio passo, surpresa.

— Como assim “não vou”? Ela tentou me matar!

— Esqueça. — Rafael repetiu, firme. — Nada de polícia. Nada de denúncia. Nada de escândalo.

Bianca explodiu como uma panela de pressão sem tampa:

— VOCÊ TÁ MALUCO?! A menina quase MORREU e você quer—

Rafael virou o olhar lentamente para Bianca.

Um olhar gelado e preciso.

— Senhorita Kato. — disse, formal, impecavelmente educado e completamente hostil. — Aconselho que cuide das questões da sua família. Da minha, cuido eu.

Bianca abriu a boca, chocada e em fúria absoluta.

— O QUÊ?! COMO É QUE É?! — ela deu um passo à frente. — EU CUIDO DA MINHA FAMÍLIA, E VALENTINA É DA MINHA FAMÍLIA DESDE QUE VOCÊ ABANDONOU ELA NO HOSPITAL! NÃO VEM DAR LIÇÃO DE MORAL AQUI NÃO!

Rafael nem piscou.

— Eu não repito orientações. — disse ele, cortando.

Valentina tocou o braço de Bianca, tentando acalmar.

— Bia… deixa.

— NÃO DEIXO NADA! — Bianca retrucou. — Valentina, abre o olho! Ele tá defendendo aquela cobra da Isabella!

Valentina respirou fundo, olhando Rafael nos olhos.

— Você está defendendo ela, Rafael? Ela te tou me matar e você a defende?

Um silêncio pesado caiu.

Rafael segurou o controle com os dentes.

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