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Casei com o Magnata Frio por Um Acordo Bilionário romance Capítulo 68

Rafael estava em seu escritório, ele permanecia de pé diante da janela, as mãos nos bolsos da calça social, o olhar fixo em um ponto qualquer da cidade que não exigia resposta.

Ele não estava trabalhando.

Estava calculando.

Moreira entrou sem fazer ruído.

— Senhor. — anunciou, com a voz baixa de quem sabe quando interromper.

Rafael não se virou.

— Fale.

Moreira caminhou até a lateral da mesa e abriu o tablet.

— A senhora Montenegro saiu da mansão por volta das dez e vinte. — começou. — Sem escolta. Apenas o motorista.

Rafael fechou os olhos por meio segundo.

— Para onde?

— Um café no centro. — Moreira respondeu.

Rafael virou-se lentamente.

— Sozinha?

— Não. — Moreira ajustou os óculos. — O senhor Rogério estava lá.

O nome caiu no ambiente como algo que nunca deveria ter voltado a existir.

Rafael não reagiu de imediato.

— Quanto tempo?

— Aproximadamente trinta e sete minutos. — disse Moreira. — Conversaram baixo. O áudio não foi claro.

Ele deslizou o tablet pela mesa.

Na tela, imagens ampliadas das câmeras internas e externas.

Valentina sentada. Postura ereta. Rogério inclinado para frente. Tensão visível mesmo sem som.

Rafael se aproximou devagar.

— Continue.

— Após o encontro com o tio, — Moreira prosseguiu — a senhora Montenegro permaneceu no local. Alguns minutos depois, a senhorita Bianca chegou.

Rafael observou a imagem de Valentina sorrindo — um sorriso raro, mais leve do que ele via ultimamente.

— Elas conversaram, comeram e depois cada uma seguiu seu rumo— disse Moreira.

Rafael apertou o maxilar.

— O que mais ?

Moreira avançou o vídeo.

Valentina se levantando. Rogério também.

Ela tirando um cartão da bolsa. Entregando a ele.

Rogério guardando. Saindo.

Sozinho.

O silêncio no escritório ficou mais denso.

— Cartão? — Rafael perguntou, finalmente.

— Sim, senhor. — respondeu Moreira. — Não foi possível identificar o conteúdo.

Rafael se afastou da mesa.

— A dívida de cinco milhões. — disse, mais para si do que para o outro.

Moreira permaneceu calado.

— Os cinco milhões que não era para Rogério pedir mais. — Rafael repetiu, agora com a voz mais baixa.

Ele passou a mão pelo rosto, lento.

Não havia fúria cega ali.

Havia incredulidade.

— Como? — perguntou. — Como ela conseguiu esse valor sem falar comigo?

Moreira não respondeu de imediato. Pois não sabia o que responder e interromper Rafael no meio de seus pensamentos era um crime punível imediatamente.

— Bianca não tem esse capital. — Rafael continuou. — Valentina não tem liquidez para isso. Nenhum banco liberaria esse montante sem garantias. Mesmo ela usando meu nome.

Ele se virou de novo para Moreira.

— Ela não me pediu nada. — disse, agora com algo diferente na voz. — Não falou. Não insinuou. Não deixou escapar. Como ela conseguiu cinco milhões?

Moreira sustentou o olhar.

— Não sei senhor.

Rafael ficou imóvel.

— Por quê? Ela não veio até mim, era fácil — disse. — Era só... Me pedir.

Moreira ajustou os óculos, escolhendo as palavras como quem pisa em vidro.

— Talvez senhor, pedir implicaria aceitar ajuda direta. — disse. — E a senhora Montenegro… não gosta de dever.

Rafael soltou um ar curto pelo nariz.

— Ela já deve. — respondeu. — Está aqui por um contrato.

— Talvez ela não veja assim. — Moreira disse, com cuidado. — Talvez ela diferencie o que é acordo… do que é dependência.

Rafael ficou em silêncio.

O relógio na parede marcou segundos demais.

— Nós fomos brandos com ele. — Moreira disse de repente.

Rafael ergueu o olhar.

— Com Rogério?

— Sim. — Moreira respondeu. — deveríamos ter encerrado essa conversa senhor. Pois ele não levou a sério o que falamos.

— Você tem razão. Estou abrandando muito as punições.

Rafael fechou os olhos.

Não por raiva.

Por cálculo tardio.

— Traga Rogério aqui. — disse.

A frase não veio alta. Não veio violenta.

Veio definitiva.

Moreira assentiu imediatamente.

— Sim, senhor.

Virou-se para sair.

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