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Casei com o Magnata Frio por Um Acordo Bilionário romance Capítulo 71

Valentina estava sentada na sala principal quando percebeu que o dia tinha desacelerado do jeito certo.

A luz da tarde entrava oblíqua pelas janelas altas, desenhando sombras longas sobre o tapete claro. Não havia pressa. Não havia vozes. Apenas o silêncio confortável de uma casa grande demais para se ocupar o tempo todo.

Ela segurava um livro aberto no colo, mas não estava realmente lendo.

Virava as páginas com calma, mais pelo gesto do que pela história. A mente estava desperta, organizada — diferente dos dias em que precisava dançar para silenciar pensamentos.

Ali, estava inteira.

Ouviu passos no corredor lateral.

Não precisou olhar de imediato para saber quem era.

Rafael caminhava com o mesmo ritmo de sempre: firme, controlado, como alguém que não se apressa porque sabe exatamente para onde vai. Vestia o paletó escuro, a gravata já ajustada para sair. Claramente a caminho da empresa.

E, como parte natural da paisagem da casa, Clara vinha logo atrás.

Valentina levantou os olhos do livro no momento exato em que Rafael passava pela entrada da sala.

— Rafael. — chamou, com naturalidade. — Podemos conversar um minuto?

Ele parou.

Virou-se para ela sem qualquer sinal de impaciência.

— Claro.

Clara também parou.

O gesto foi automático. Instintivo.

Rafael deu dois passos em direção a Valentina. Ela fechou o livro com calma e o pousou ao lado do sofá, indicando o assento oposto com um gesto simples, elegante.

— Senta, por favor.

Ele observou por um segundo — não o sofá, mas o modo como ela falava. Sem hesitação. Sem ensaio. Como quem já se sentia confortável o suficiente para ocupar aquele espaço.

Rafael sentou.

Clara permaneceu de pé, à lateral, como se ainda estivesse decidindo se era parte daquela conversa ou não.

Valentina virou o rosto levemente na direção dela.

— Clara, você poderia trazer um chá, por favor? — disse, com educação impecável. — Um Assam defumado para o Rafael. Ele prefere sem açúcar.

Rafael ergueu uma sobrancelha, quase imperceptível.

Valentina continuou, no mesmo tom tranquilo:

— Para mim, um chá branco Silver Needle. Água não muito quente.

Clara piscou uma vez.

Duas.

Não houve discussão. Não houve atraso.

— Claro, senhora Montenegro. — respondeu, controlada demais.

Virou-se e saiu.

O silêncio que ficou não foi constrangedor.

Foi preciso.

Rafael recostou-se levemente no sofá, cruzando as mãos com calma.

— O que você queria falar comigo? — perguntou.

Valentina sorriu.

Não um sorriso estratégico. Um sorriso confiante.

Pegou o celular que estava ao seu lado e desbloqueou a tela.

— Eu estava acompanhando a agenda cultural da cidade. — disse. — E vi algo que pode nos interessar.

Ela girou o aparelho na direção dele.

Na tela, o anúncio elegante de uma mostra cultural Brasil–Japão, com exposições de arte contemporânea, peças históricas, performances e um coquetel restrito na abertura.

— A equipe Yamamoto ainda está na cidade. — Valentina comentou, observando a reação dele. — E esse tipo de evento costuma falar mais do que reuniões formais.

Rafael analisou a tela por alguns segundos.

— Está pensando em convidá-las. — concluiu.

— Hana e Akemi. — confirmou. — Juntas.

Ele levantou o olhar para ela.

— Por quê?

Valentina não respondeu de imediato.

Apoiou as costas no sofá, cruzou as pernas com tranquilidade e falou com a precisão de quem já tinha essa resposta pronta.

— Porque Akemi precisa se sentir respeitada.

— E Hana precisa se sentir incluída.

Rafael ficou em silêncio.

— Separadas, elas competem. — Valentina continuou. — Juntas, elas observam.

— E quando observam… baixam a guarda.

Rafael sustentou o olhar dela por um momento mais longo do que o necessário.

— Você está pensando além da diplomacia. — disse.

— Estou pensando em vínculo. — ela respondeu. — Negócios sólidos não se fecham só com números.

Nesse momento, Clara voltou.

Carregava a bandeja com cuidado excessivo.

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