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Casei com um cafajeste para me vingar do ex-marido romance Capítulo 139

"Augusto"

Quando vi o nome do meu pai no visor, considerei não atender. Mas, na circunstância atual, não podia fazer isso. Diana estava no hospital, Isabella havia se tornado a inimiga número um, e eu precisava falar com ele — nem que fosse para saber se algo tinha acontecido ou se ele pretendia fazer alguma coisa.

Atendi a contragosto, já me preparando para mais uma discussão.

— Augusto.

— Onde está o seu irmão?

Não houve bom-dia. Nem introdução. Direto ao ponto, como sempre.

Ainda assim, a pergunta era estranha. Àquela hora, César, sempre pontual, já deveria estar na empresa.

— Não sei. Por quê?

Do outro lado da linha, um breve silêncio. Calculado.

— A segurança avisou que, de manhã, ele foi para o aeroporto. Não atende ligações, não falou para onde vai e não é viagem de trabalho. Você falou com ele?

O que o César tinha feito?

— Não falei com ele desde o hospital. Ele não me avisou de nada.

— Ele não atende as minhas ligações nem as da sua mãe. Quero saber onde ele está. Ele deixou compromissos. Pessoas esperando. Descubra onde seu irmão se meteu.

Fechei os olhos por um instante.

— Vou ligar para ele — disse. — Assim que souber de algo, aviso.

— Faça isso — respondeu Marco Aurélio. — E venha para cá depois. Precisamos conversar.

A ligação caiu antes que eu pudesse responder.

Fiquei alguns segundos encarando o celular, como se ele fosse me dar alguma resposta espontânea. Então disquei o número do César. Chamou. Chamou de novo. Caixa postal.

Insisti. Na terceira tentativa, ele atendeu.

— O que foi, Augusto? — a voz dele soou distante, cansada.

— Onde você está? — perguntei, sem rodeios.

César não respondeu de imediato. Do outro lado da linha, ouvi um suspiro.

— No momento, estou um pouco longe.

— Longe onde? — pressionei. — O pai está atrás de você. Diana está no hospital. A família está um caos e você simplesmente resolve viajar? Acho que esse não é o momento certo.

— Esse é o momento perfeito. Diana vai sair de casa. A situação dela é difícil, mas ela tem alguém ao lado para cuidar dela. E o nosso pai não pode fazer nada.

— César, eu não estou entendendo. Para onde você foi? — minha voz subiu.

Outro suspiro pesado.

— Eu precisei ir embora. Dar um tempo. Não quero ser arrastado para o meio dessa nova guerra. Você percebeu que, se a Diana sair de casa e for expulsa da empresa, não vai sobrar nenhum filho lá? Como eu disse, esse é o momento ideal.

Por um instante absurdo, pensei que César estivesse tentando matar nosso pai do coração. Pelo tom dele, parecia ter abandonado tudo.

— Mas… e o seu trabalho? — perguntei, incrédulo. Meu irmão sempre fora responsável demais para isso.

— Não se preocupe. Meu setor é bem gerido. Eles dão conta sem a minha presença.

Era oficial. Meu irmão tinha enlouquecido.

— E o que eu digo ao pai? Que você resolveu adiantar as férias? Que foi curtir uma praia no Caribe? — minha voz saiu sarcástica, acompanhada de uma risada sem humor.

— Está mais para um período sabático — respondeu, calmo demais.

Eu deveria tentar colocá-lo de volta à razão. Mandá-lo voltar imediatamente. O momento era o pior possível. Mas desisti. Se César, a essa altura da vida, queria bancar o rebelde, não seria eu o responsável por colocá-lo de volta nos trilhos.

— E quando você volta desse seu período sabático? — Falando em voz alta era pior ainda.

— Não se preocupe. Em breve eu volto.

Capítulo 139. O filho rebelde 1

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