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Casei com um cafajeste para me vingar do ex-marido romance Capítulo 140

"Isabella"

Meu objetivo era visitar Diana, ver como ela estava, saber se não estava com raiva pelo fato de eu ter revelado a gravidez para todo mundo. Não tinha ideia de como ela reagiria ao que eu fiz. Tinha consciência de que me intrometera além da conta, mas, na minha cabeça, fazia sentido.

No caminho para o hospital, uma sensação incômoda me acompanhava, a impressão constante de estar sendo observada. Talvez fosse apenas coisa da minha cabeça. Apesar da ameaça de Marco Aurélio, eu não tinha medo dele, mas também não podia andar distraída.

Fui autorizada a subir de imediado, ainda era cedo, e nenhum outro familiar havia aparecido. No quarto, ela parecia mais tranquila, até mais feliz, embora o cansaço ainda marcasse o rosto.

— Eu preciso dar um pulo em casa, falar direito com a Val — disse Ícaro, olhando para mim. — Pode ficar com ela um pouco?

Naquele momento, eu era a pessoa em quem ele mais confiava para ficar ao lado de Diana. A ironia não passou despercebida.

— Claro que sim — respondi. — Pode ir tranquilo.

Ícaro se inclinou, beijou Diana com cuidado, fez um carinho em seu rosto e, depois, pousou a mão com delicadeza sobre a barriga ainda discreta. Havia ali uma promessa silenciosa entre os dois.

Quando ele saiu, o quarto pareceu menor.

Aproximei-me devagar, observei os aparelhos ao redor da cama, os números piscando, o ritmo quase hipnótico do monitor cardíaco. Tudo parecia sob controle. Pelo menos por enquanto.

— Obrigada por trazer ele aqui — disse Diana, com a voz baixa. — Eu queria ligar, mas estava fraca e confusa. E minha mãe… ela só sabia me recriminar. Praticamente esqueceu do meu acidente e só pensava no que iriam dizer por causa da gravidez. Isso diz muito sobre nós.

— Achei que era o certo, ele precisava saber o que estava acontecendo. E ninguém da sua família tomaria essa iniciativa sem um empurrãozinho.

Hesitei antes de continuar:

— E… vocês se acertaram? — perguntei, mesmo vendo que era óbvio.

Diana sorriu. Um sorriso diferente, cheio de expectativa. Os olhos brilharam de um jeito que eu nunca tinha visto no pouco tempo que a conhecia.

— Ele me pediu em casamento — contou, quase em um sussurro animado. — Vou sair daqui direto para a casa dele. Eu sei que meu pai não vai querer me receber depois de tudo isso. Acho que já posso me considerar deserdada.

O sorriso deu lugar a uma sombra de tristeza. Diana estava frágil naquela cama, mas, quando se recuperasse e tivesse o bebê, só então podia começar a sentir falta. Talvez não tanto a falta de dinheiro — embora ele fizesse diferença —, mas a perda do poder. Abrir mão de um cargo importante na empresa da qual era herdeira para o desconhecido não era pesado.

— Tenho certeza de que, no futuro, tudo vai se ajeitar — disse. Era uma frase vazia, que não consolava, mas eu precisava dizer alguma coisa.

— Não tenho tanta certeza — respondeu ela. — Mas agora não posso pensar nisso. Preciso me recuperar primeiro. Me sinto feliz, apesar disso aqui — apontou para o quarto do hospital. — Esperava me sentir feliz fora de uma cama de hospital, com a perna quebrada. Mas me sinto feliz com ele ao meu lado. Me sinto segura.

Assenti lentamente, mantendo a expressão neutra.

Capítulo 140. Visita 1

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