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Casei com um cafajeste para me vingar do ex-marido romance Capítulo 159

"Augusto"

John havia conseguido informações sobre o processo de Karen e Carlos, mas para completar o quebra-cabeça foi necessário um advogado e não qualquer um, mas alguém extremamente bem relacionado, capaz de acessar informações sigilosas.

Karen e Carlos ainda eram representados pelo mesmo advogado, embora fosse evidente que essa situação não se sustentaria por muito tempo, considerando o rumo do processo. As principais acusações eram extorsão, roubo de informações e lavagem de dinheiro. Todos sabiam que eles faziam isso havia anos, mas antes não existiam provas concretas. Agora, porém, o cenário era outro: um empresário rico havia sido chantageado, e tudo estava documentado de forma clara e explícita, ligando diretamente Carlos e Karen ao esquema.

Havia documentos, contas bancárias em nome dos dois recebendo os valores, registros de transferências. Ambos alegavam inocência. Karen dizia não conhecer aquelas contas, mas os dados estavam vinculados a ela, além de um celular utilizado para se comunicar com a vítima. Era um conjunto de provas quase perfeito. Completo demais.

Isabella havia confessado que tinha envolvimento com aquilo. Mas como? Ela denunciou? Entregou algo à polícia? Ou tinha ido além?

Um pensamento que eu não queria admitir começou a se formar. E se Isabella tivesse armado tudo? Criado as provas? Mas como? Quando? Para algo assim, ela teria precisado pagar pessoas, mover recursos, deixar rastros. Riscos enormes. Uma vingança dessas poderia facilmente se voltar contra ela. Ainda assim, eram apenas suposições, eu não tinha certeza de nada.

Não comentei nada. Esperei Isabella para irmos ao evento daquela noite, tentei ao máximo fingir que estava tudo bem, que não havia nenhuma preocupação. Mas ela percebeu. Ao longo da noite, ficou atenta a mim, me observando em silêncio.

Ela estava linda, rindo e conversando, e eu tentava associar aquela mulher a tudo o que tinha feito, mas era difícil. Ao mesmo tempo, eu compreendia cada uma das decisões que levaram Isabella a chegar até ali. Não sentia raiva, apenas receio, e guardei minhas dúvidas só para mim.

Só quando chegamos em casa consegui perguntar.

— Você fez mais do que devia, não fez? — falei, direto. — Não foi só uma denúncia ou uma investigação. Você plantou provas. Forjou tudo contra Karen e Carlos. Eu vi o processo. Contas falsas, o celular encontrado na casa deles, documentos, dinheiro… como você fez isso tudo?

Isabella me encarou sem qualquer surpresa. Já esperava que eu fosse investigar a fundo, era uma mulher ferida, mas eu talvez tivesse subestimado o tamanho daquela ferida. Isabella tinha ido longe. Muito longe. Decidida a devolver tudo na mesma moeda.

— Trabalhar desde sempre com o meu pai foi uma vantagem — disse ela, cansada, sem rodeios. — Aprender a fazer uma falsificação bem feita não foi difícil. O resto veio depois. Abrir contas, criar movimentações… foi só repetir o que ele fez comigo. Nada disso é complicado quando se tem a ferramenta certa.

— Você tem ideia do risco que está correndo? — retruquei, andando de um lado para o outro, nervoso. — Vão investigar e podem descobrir tudo. Tem mais alguém envolvido nisso? Você não teria conseguido fazer tudo sozinha. Alguém ajudou a plantar as provas na casa deles, Isabella podem chegar nessa pessoa.

— Não vão — respondeu, segura. — Tenho certeza disso.

— Eu preciso que você me conte exatamente o que fez. Desde o início.

Isabella se sentou no sofá e soltou um suspiro profundo, como se estivesse revivendo cada passo.

Capítulo 159. Além dos próprios princípios 1

Capítulo 159. Além dos próprios princípios 2

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