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Casei com um cafajeste para me vingar do ex-marido romance Capítulo 158

"Isabella"

Fui direto para a casa da minha tia ver como estava meu sobrinho, se precisava de alguma coisa. A pontada de culpa ameaçou de novo, uma sensação estranha, insistente, roendo por dentro. Ignorei mais uma vez.

Minha tia me recebeu com o desespero de sempre. Cuidava do menino com amor, atenção excessiva até, mas passou quase meia hora falando de Karen, da prisão, do escândalo, de tudo o que ela tinha feito para acabar atrás das grades.

— E agora, o que vai ser desse menino sem mãe? — perguntou, enquanto observava meu sobrinho engatinhar pelo tapete da sala, brincando, alheio a tudo o que acontecia ao redor dele.

— Ela tem advogados cuidando do caso, tia — respondi, prática e um tanto fria.

— Tudo culpa daquele desgraçado — ela continuou, exaltada. — Parece que entrou nessa família só para destruir todo mundo. Vocês duas se deixaram enganar. Ele sim merecia apodrecer na cadeia.

Nisso eu concordava. Carlos merecia tudo de ruim. Mas ali, olhando para o menino — que já estava maior, mais atento, com os olhos curiosos — senti novamente o peso incômodo na consciência.

Camila me observava em silêncio. Havia algo no jeito como ela me olhava, avaliando, desconfiada.

— Tia se precisar de alguma coisa, é só pedir, posso providenciar uma babá para ajudar durante esse período.

— Não precisa, ele é um bebê bonzinho, eu e a Camila damos conta, não se preocupe.

Fiquei ali um tempo, conversando, mas a cabeça em outro lugar. Podia sentir o olhar de Camila, sabia que ela não me deixaria escapar sem falar nada e assim quando me despedi, ela me acompanhou até o portão.

— Foi você, não foi? — perguntou de repente.

— Eu dei uma ajuda — respondi sem rodeios, não mentiria para a minha prima — Não foi nada demais.

Ela suspirou.

— Achei bem feito, não vou mentir. Mas não quero que você se meta em problemas por causa desses dois. Você sabe como eles gostam de virar o jogo e se fazer de vítimas.

— Eu sei — respondi com tranquilidade. — Não se preocupe. Eles não vão me atingir. Estão ocupados demais lidando com problemas maiores.

— E o Augusto? — insistiu. — Foi ele que ajudou?

— Fiz tudo sozinha. Ele descobriu quando foram presos, também ficou preocupado, mas não precisa. Eu sei exatamente o que estou fazendo. Fui visitar a Karen, não mudou nada, continua achando que não fez nada demais.

— Imagino, não dá para esperar muita coisa dela mesmo.

— A tia falou que não precisa de nada, mas sei como ela é, me avisa se acontecer alguma coisa.

Capítulo 158. Transformada 1

Capítulo 158. Transformada 2

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