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Casei com um cafajeste para me vingar do ex-marido romance Capítulo 165

"Isabella"

Augusto ameaçou me arrastar até o médico caso eu não fosse. Para ser sincera, não via necessidade alguma. Tinha certeza de que não era nada demais, apenas o nervosismo e as emoções intensas das últimas semanas.

Por isso preferi ir sozinha, logo pela manhã, para acabar de vez com aquilo. Em breve teria o jantar na minha casa e o noivado de Diana, não podia perder tempo.

No consultório, expliquei como vinha me sentindo nos últimos dias. Pela expressão do médico, achei que ele também considerava a possibilidade de ser apenas algo emocional.

— Vou pedir alguns exames — disse ele —, incluindo um teste de gravidez, antes de solicitar uma endoscopia.

— De gravidez? Não precisa, não tem possibilidade — respondi de imediato.

— Por que não? A senhora é casada, não é?

— Sou, mas sei que não há possibilidade.

— Bem, se existe uma vida sexual ativa, sempre existe a possibilidade. Métodos contraceptivos não são cem por cento eficazes.

— Mas eu não posso engravidar — tentei explicar, resumindo anos da minha vida em poucas palavras. Não podia considerar aquela hipótese. Não podia cair naquele limbo de esperança outra vez. Nos últimos meses, eu havia soterrado esse sonho.

— Pelo que a senhora está me relatando, não é impossível. Não existe uma infertilidade comprovada. De qualquer forma, é melhor fazer o exame primeiro para descartarmos essa possibilidade.

Quis discutir, dizer que não faria, mas seria ridículo da minha parte. Aceitei as guias dos exames, as receitas e saí do consultório sem conseguir mais raciocinar direito. Ele tinha aberto uma porta que eu não conseguia fechar.

Pensei em tudo o que vinha sentindo, mas não podia ser. Eu já tinha passado por aquilo antes e me decepcionado. As lembranças com Carlos voltaram como um golpe: os exames negativos, a depressão, a tristeza, a falsa esperança.

Augusto sempre disse que não pensava em ter filhos. E eu voltei para a casa dele deixando esse desejo de lado, talvez para um dia distante, talvez para nunca. Ainda assim, minha mente voou longe, tentando enxergar um futuro que eu evitava imaginar com medo de me decepcionar.

Saí do consultório, mas não conseguia pensar em mais nada. Precisava fazer o exame imediatamente, tirar logo aquela dúvida. Sabia que, se esperasse, a ansiedade me consumiria. Apavorada com possibilidades infinitas, não comprei um teste de farmácia. Procurei a clínica de exames mais próxima e fui direto para lá, quase correndo.

A espera na fila, o atendimento, o momento da coleta de sangue… eu mal percebia o que acontecia ao meu redor. Não conseguia evitar pensar na possibilidade de estar grávida depois de tanto tempo. Meu corpo parecia diferente, mas eu insistia em atribuir tudo ao cansaço e às preocupações, não era possível.

Tentei lembrar se estava tomando rémedio, mas não conseguia.

Augusto ligou querendo saber da consulta. Disse que estava tudo bem, que era apenas rotina, nada demais. Não consegui dizer em voz alta que estava aguardando um exame de gravidez. Ele sabia do meu sonho, sabia o quanto aquilo sempre me abalava. E eu também não sabia como ele reagiria dessa vez.

Andei pela clínica de um lado para o outro, incapaz de sossegar, mas não consegui esperar algumas horas. Fui até uma farmácia, comprei três testes diferentes e, sem conter a ansiedade, entrei no banheiro da primeira padaria que encontrei, precisava de uma resposta rápida, eu já tinha feito aquilo milhares de vezes, todas seguida de uma decepção profunda.

Cada minuto de espera foi uma tortura.

E todos os testes deram positivo.

Eu estava grávida.

Dentro da cabine, comecei a chorar. As emoções se embolaram dentro de mim. Tantos anos. Uma espera longa e agora eu tinha diante de mim um resultado positivo, depois que tanta coisa tinha acontecido.

Capítulo 165. O retorno de um sonho 1

Capítulo 165. O retorno de um sonho 2

Capítulo 165. O retorno de um sonho 3

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