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Casei com um cafajeste para me vingar do ex-marido romance Capítulo 198

"Isabella"

Cheguei à casa da minha tia e fiquei alguns segundos parada diante do portão. Pensei seriamente em ir embora. Em fingir que não tinha vindo. Mas havia assuntos que não podiam mais ser adiados, e Karen era um deles.

Camila tinha me ligado mais cedo. Disse que Karen pedia para falar comigo, eu não atendia mais ligações, não respondia mensagens dela e aquela tinha sido a única forma que ela encontrara, pedir a intermediação da prima, quase implorando.

Respirei fundo e abri o portão. Camila estava trabalhando, minha tia havia saído para levar Heitor ao parque. Seríamos apenas nós duas, de novo em mais uma conversa.

Bati à port e Karen atendeu, não a via desde a visita na cadeia. Estava mais abatida, olheiras profundas, o cabelo mais curto, mal cuidado. Ainda assim, o olhar… o olhar continuava o mesmo. Minha irmã não conseguia mais me enganar.

Não disse nada. Apenas entrei.

— A tia saiu com o Heitor — ela comentou, fechando a porta atrás de mim. — Quer alguma coisa? Uma água?

Balancei a cabeça em negativa.

— Não consigo nem aceitar água de você.

Ela arqueou a sobrancelha, com um sorriso torto.

— Não vou envenenar a sua água — Disse cínica.

— Melhor garantir — respondi, seca.

Karen me analisou de cima a baixo, devagar.

— Então você conseguiu — disse. — Vai dar um filho pro Augusto enquanto o meu cresce sem pai.

— Não é culpa minha que ele cresça sem pai — rebati. — É do próprio Carlos.

O rosto dela se fechou.

— Se tivesse deixado a gente em paz, nada disso teria acontecido. Mas não… você nunca conseguiu superar. Precisava ir atrás dele, nos perseguir...

— Viviam de golpes — corrigi.

— E isso nunca foi problema seu...

Ela riu, amarga.

— Agora você é rica. Conseguiu tudo. Ainda assim não fica satisfeita.

— E quem disse que não estou satisfeita? — respirei fundo. — Karen, não vim discutir o passado. Vim porque sei da sua situação financeira e não quero que meu sobrinho sofra por causa disso, não é culpa dele ter uma mãe como você.

Ela me encarou, desconfiada.

— Eu vou bancar o Heitor — continuei. — Na verdade, já estou bancando. E no futuro, quando ele tiver idade suficiente, vou pagar a escola, os estudos, tudo até que ele possa trabalhar e seguir com a vida dele.

— Peso na consciência? — perguntou com deboche.

— Nenhum — respondi, firme. — Ele não tem culpa dos pais que tem. Mas não pense que vai me enganar. Nenhum dinheiro vai passar pelas suas mãos. Pago a escola direto e as despesas vão vir pela tia. Tudo controlado, você não vai receber um centavo de mim.

O rosto dela se contorceu de ódio.

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