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Casei com um cafajeste para me vingar do ex-marido romance Capítulo 201

"Diana"

— Eu preciso que essa criança nasça logo, pelo amor de Deus — suspirei, cansada, largada no sofá, tentando encontrar uma posição confortável.

Ícaro sorriu, fazendo carinho na minha barriga enorme.

— Ele está confortável aí dentro.

— Pois não devia. Eu estou bem desconfortável aqui fora — reclamei.

Eu poderia ter marcado uma cesárea, mas optei por esperar os sinais, tentando o parto normal. Só que nosso filho parecia não ter pressa nenhuma de conhecer o mundo, enquanto eu mal conseguia achar um posição para dormir.

— Precisamos escolher um nome… — ele falou com calma.

Era um assunto que já tínhamos discutido dezenas de vezes, sem chegar a lugar algum. Nenhum nome parecia forte o suficiente. Eu queria algo imponente. Eu sabia que meu filho seria um homem forte, como o pai e como eu.

— Otávio — falei, convicta.

O nome tinha surgido naturalmente no dia anterior, e desde então parecia inevitável.

— Otávio? — Ele fez uma careta dramática. — Coração, isso é nome de senhor aposentado, as outras crianças vão rir dele, é maldade uma coisa dessas.

— Claro que não. É um nome forte, clássico e Perfeito.

Ele me olhou com mais atenção, percebendo que eu falava sério.

— Espera… — franziu a testa. — Otávio não foi um imperador romano? Assim como seu pai e seus irmãos, Diana? Não… você não está fazendo isso.

— Vai ser Otávio — respondi, ignorando o choque dele. — A tradição importa. Ele já nasce sabendo quem é.

Sorri, satisfeita. Ícaro suspirou daquele jeito que significava derrota.

Como se concordasse comigo, meu filho deu um chute particularmente forte. Uma hora depois, minha bolsa estourou, confirmando que se chamava realmente Otávio.

Quando Ícaro e Valentina me ajudaram a entrar no carro para ir à maternidade, senti algo que não esperava, medo, agarrei na mão de Augusto apavorada com diversas coisas horriveis que poderiam acontecer.

Minha vida já tinha mudado tantas vezes… mas aquilo era diferente. Irreversível. Definitivo.

Jamais imaginei chegar a um hospital com Ícaro ao meu lado, ansioso, segurando minha mão para termos nosso filho. Ele já tinha passado por isso antes, estava mais calmo, mais centrado, tentando me transmitir segurança. Ainda assim, eu me agarrava a ele como se fosse uma tábua de salvação.

Fomos para o quarto e Valentina ficou responsável de ligar para todo mundo avisando. O celular não parava de vibrar. Mas, na sala de parto, o mundo se resumia a chegada de Otávio.

E a dor. Muita dor.

As horas passaram lentas, cruéis. Ícaro me ajudava, segurava minha mão, tentava me manter focada na respiração. Às vezes eu achava que estava além de qualquer ajuda, além de qualquer força humana, que tinha sido uma ideia estupida ter um parto natural.

— Você consegue — ele repetia.

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