"Júlia"
Fui puxada pela confusão antes mesmo de entender direito o que tinha acontecido, tudo tinha acontecido rápido demais.
Um segundo César estava parado, olhando Camila beijar aquele homem, rígido como uma estátua. No outro, ele já estava avançando e acertando um soco que derrubou o sujeito no chão.
As pessoas começaram a gritar, alguém derrubou copos, a música parou de repente.
— César! — tentei segurá-lo, mas dois seguranças chegaram primeiro.
Eles o agarraram pelos braços e começaram a arrastá-lo para fora.
— Ei! Calma! — falei, indo atrás deles.
Meu coração batia descompassado. Parte de mim estava em choque. Só tinha visto o César perder o controle dessa forma apenas uma vez, quando invadiu a festa do meu casamento e também deu um soco no Caio. César sempre foi controlado, calmo, nem sequer se envolvia nas brigas da familia.
Saímos para a rua em meio a olhares curiosos. Algumas pessoas tinham vindo atrás, outras filmavam com o celular.
Um dos seguranças empurrou César na calçada.
— Já deu. Vai embora antes que a gente chame a polícia.
César não respondeu. Ele parecia… vazio, atordoado. Olhei para ele com atenção, o plano tinha saido melhor do que o esperado, um choque de realidade desses, era o melhor remédio, Camila seguia em frente e era hora do César compreender que deveria fazer o mesmo.
— César…
Ele passou a mão pelo rosto, respirando fundo, tentando recuperar o controle.
— Vamos embora — falei, tocando o braço dele com carinho, mostrando que estava ali ao lado dele.
Entramos no carro em silêncio, o motor ligou. Mas ele não saiu do lugar. Os dedos dele estavam apertados no volante com tanta força que os nós dos dedos ficaram brancos.
— César... olha para mim — Me aproximei e coloquei a mão no rosto dele.
Eu sabia no que ele estava pensando, no beijo, no homem que tinha tocado nela. Um dia ele tinha ficado furioso assim por minha causa, e agora estava por outra, não consegui evitar o sentimento de inveja, queria que todo aquele sentimento fosse por mim.
— Você não devia ter feito aquilo — falei, tentando manter a voz calma. — Perder a cabeça desse jeito, não sei qual a história entre vocês, mas claramente ela já seguiu em frente. Você poderia ter se machucado… ou pior, ter sido preso.
Ele não respondeu, seus olhos estavam fixos no para-brisa, mas eu sabia que ele não via a rua, via Camila.
Senti algo apertar no meu peito, uma mistura de ciúme e frustação.
— Ela provocou você — acrescentei. — Isso só mostra o carater dela.
Ele virou o rosto lentamente para mim.
— Júlia... por favor não fale de Camila.
— Tudo bem, não vou falar nada, se acalma e vamos embora.

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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei com um cafajeste para me vingar do ex-marido
Ta demorando muito,um capítulo so por dia é extremamente pouco, da vontade de largar....
Até o capítulo 142, pularam alguns capítulos, agora vai p o 224...
Perfeito!...