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Casei com um cafajeste para me vingar do ex-marido romance Capítulo 240

"Camila"

Sob as luzes do palco e o som grave que fazia o chão vibrar, eu não era a mulher enganada, era apenas movimento, força e controle. Mas, após a última apresentação daquela noite, o suor esfriando no meu corpo trazia de volta a realidade que eu tentava fingir que não existia.

Caminhei até o bar para iniciar a segunda jornada, o lugar estava cercado. O público da Lush era eclético: homens de terno caro buscando esquecer o mercado financeiro e jovens atraídos pela diversão, em dias de apresentação, o público lotadava ainda mais o lugar, incluindo mulheres que gostavam de brincar nas barras de pole dance com a ajuda de Lucy.

Atrás do balcão preparava os drinks com uma agilidade mecânica, concentrada nos pedidos.

Mas, no fim, não importava o quanto eu tentasse fugir, não conseguia esquecer que César estava lá, como uma sombra no fundo da sala. Eu não precisava olhar diretamente para saber que seus olhos estavam fixos em mim, e como saber disso me deixava queimando como brasa. Era um olhar que eu conhecia bem — carregado de um desejo que ele não conseguia esconder.

César se mantinha à distância, respeitando o limite invisível que eu havia traçado, mas sua presença era um peso físico no ar. Saber que ele estava ali, vigiando cada sorriso que eu dava para um cliente, era uma tortura silenciosa.

— Você estava esplêndida hoje.

A voz me arrancou dos pensamentos. Era baixa, firme e carregada com um sotaque que eu não consegui identificar de imediato, algo europeu, profundo. Ergui os olhos e encontrei um homem que eu nunca vira na boate. Ele não era apenas "bonitinho"; tinha uma elegância e uma postura, do tipo que sabe exatamente o espaço que ocupa.

— Ouvi dizer que você é uma excelente bartender também — ele continuou, apoiando os cotovelos no balcão de um jeito casual, mas atento. — Quero uma bebida especial. Fora do cardápio. Algo que defina a noite.

Senti um impulso de flertar, talvez para atingir o par de olhos que me vigiava de longe, talvez por pura curiosidade.

— Um drink especial, então? — Dei um sorriso de lado, deixando o brilho das luzes refletir no meu rosto. — Vou preparar algo que você não vai esquecer, guardo para os clientes especiais.

Comecei a misturar os ingredientes. O som da coqueteleira era o ritmo daquele jogo. Ele não desviava o olhar, me observava de forma penetrante. Quando finalizei a mistura, um líquido âmbar com um toque de especiarias e uma casca de laranja queimada, deslizei o copo pelo balcão.

— Este é especial. Cuidado, ele engana.

Ele tomou um gole lento, sem quebrar o contato visual. Um sorriso lento surgiu em seus lábios.

— Uma delícia. Forte, como eu gosto.

A frase ficou suspensa no ar, carregada de intenção, ele nem se dava ao trabalho disfarçar.

— Meu nome é Viktor — ele disse, estendendo a mão.

— Camila.

— Lindo nome. Tão magnético quanto a dona.

— Obrigada, Viktor. — Eu recuei um passo, voltando ao profissionalismo enquanto atendia outros pedidos, mas sentia que ele ainda estava lá.

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