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Casei com um cafajeste para me vingar do ex-marido romance Capítulo 241

"César"

Encarei o monitor analisando as imagens mais uma vez. O homem que tinha conversado com Camila dois dias antes ainda me perturbava. Havia algo nele, uma familiaridade incômoda que me fazia revirar os arquivos da memória sem sucesso. Quando Camila mencionou que ele era estrangeiro, meu sinal de alerta apitou.

Coincidências não existiam; foi uma das poucas lições úteis que aprendi com meu pai. Gravei um frame do rosto dele e dei ordens expressas para Fabrício e a segurança, se aparecesse mais de um rondando a Lush, as medidas seriam outras.

Nos últimos dias eu tinha estado em alerta, mas talvez estivesse cedendo espaço para a paranoia, principalmente se o perigo realmente estivesse rondando a Lush e se aproximando de Camila.

— Então é aqui que você se esconde.

A porta abriu de supetão, me fazendo quase saltar na cadeira. Diana estava ali, emoldurada pelo batente.

— Ainda não aprendeu a bater? — resmunguei.

— Jamais. Então este é o seu novo escritório? — Ela entrou, avaliando o local com olhar curioso. — Não sei por que imaginei algo mais clássico... couro, madeira, elegância, você fumando um charuto. Isso aqui parece funcional demais.

— Eu não sou um gângster, Diana.

— Uma pena — minha irmã sentou-se, e a barriga da gravidez já era evidente. — Dei uma olhada lá embaixo. O lugar é bonito. Uma pena que agora sou uma "mulher de família", mas quem sabe, depois que o bebê nascer, eu não tire uma horinha para me divertir com o Icaro.

— Quando toda essa história do assassinato do nosso pai for resolvida, farei uma noite livre só para família e amigos.

Ela me analisou em silêncio por um momento.

— Você está um bagaço. Imaginei que o novo negócio fosse te deixar menos tenso, mas você está com olheiras e cara de que não dorme a dias.

— Ossos do ofício.

— É tão difícil assim ser o dono? — Ela perguntou debochada.

— Nem tanto. Afinal, não tenho mais ninguém me atormentando ou abrindo a minha porta sem bater a qualquer hora do dia.

Diana riu da alfinetada, mas não recuou. Ela tinha aquele olhar atento, o mesmo que nosso pai usava antes de dar um xeque-mate.

— A vovó também está preocupada. Você sumiu, e quando aparece não fala muito.

— Muito trabalho, Diana.

— Imagino. Mas tem outro ponto... — Ela se inclinou para frente. — Ouvi algumas coisas. E como você é um túmulo, o que chega até mim soa ainda mais estranho.

— Pergunta logo o que você quer saber.

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