"Júlia"
— Eu não vou fazer isso de novo! — gritei contra Viktor.
Desde o episódio com Saulo, eu já havia sido forçada a repetir o serviço duas vezes. Homens asquerosos, cheiros insuportáveis; em um deles, tive que forçar um beijo que quase me fez desfalecer de nojo.
— E você acha que tem escolha? — Viktor rosnou, me encurralando contra a parede fria do estacionamento vazio.
— Eu sei de tudo. Sei que se prostituiu para um cara qualquer por fora. Você faz qualquer coisa por dinheiro, então não venha fingir virtude para cima de mim, eu te conheço Júlia.
Minha dívida com ele era um poço sem fundo. Naquele momento, desejei que Caio estivesse vivo apenas para ter o prazer de matá-lo eu mesma por ter me deixado esse legado de horror.
— Vou te mandar o próximo alvo — ele sentenciou, afastando-se. — E não ouse sumir, ou eu acabo com você.
Assim que o carro dele desapareceu, meu estômago revirou. Corri até uma lixeira próxima e vomitei até sentir a garganta arder. Eu precisava de uma saída. Já tinha se passado tempo suficiente para finalmente contar a César que o exame tinha dado positivo. Eu daria a ele um exame falso e choraria. Minha única certeza naquele momento era de que ele se casaria comigo.
Passei o dia enjoada, mas a noite exigiu minha máscara habitual. Vesti o mesmo vestido preto e fui ao encontro do novo alvo. O lugar era menor, mas exalava a mesma riqueza, talvez ainda mais exclusiva. O homem dessa vez era jovem, quase gentil; queria apenas que eu massageasse seu ego enquanto ele me mantinha no colo.
Como sempre, Viktor não queria dinheiro, queria dados. Fotografei documentos em línguas estrangeiras, termos jurídicos e planilhas contábeis. Eu não entendia o que eram aquelas coisas e na verdade não estava interessada, quanto menos soubesse melhor. Cumpri meu papel e fui embora.
Ao sair do local, um carro parou rente ao meio-fio. O vidro desceu e meu coração saltou do peito. Era Romeo. Eu havia esperado por um sinal dele, uma mensagem, qualquer coisa, mas ele havia sumido. Até agora.
Não hesitei. Entrei no carro e, antes mesmo de a porta travar, ele já estava sobre mim, puzando o ziper do vestido, tirando tudo. A divisória com o motorista estava fechada, transformando o banco de trás em um universo particular e caótico.
— Estava com saudade de ouvir você gemer como uma gatinha — ele sussurrou, a voz rouca misturada ao som do rasgar de seda. Minha calcinha foi descartada sem cerimônia.
Não podia negar que não conseguia resistir à luxúria que Romeo despertava em mim. Eu o queria, e ele me queria também. E aquilo era bom.
Gemi alto, do jeito que ele parecia gostar, quando senti seus lábios marcarem minha pele em um chupão no pescoço, sentia que perdia o controle.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei com um cafajeste para me vingar do ex-marido
Ta demorando muito,um capítulo so por dia é extremamente pouco, da vontade de largar....
Até o capítulo 142, pularam alguns capítulos, agora vai p o 224...
Perfeito!...