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Casei com um cafajeste para me vingar do ex-marido romance Capítulo 258

"César"

Antes que eu conseguisse chegar até os policiais, Diana apareceu de surpresa, com o rosto desesperado, me abraçando com o barrigão de grávida.

— Como você faz uma coisa dessas com a sua irmã grávida? Quer que eu tenha o menino antes da hora? Fiquei morrendo de preocupação, sem saber o que tinha acontecido, e ninguém tem informação direito!

— Ai… — reclamei quando ela apertou meu braço sem querer.

— Desculpa — Diana se agarrou a mim. Ícaro também estava ali ao lado. — A Isabella queria vir, mas o Augusto convenceu ela a ficar em casa. Estão esperando notícias.

— Foi uma confusão… eu esqueci de ligar. Nem pensei nisso — tentei explicar, percebendo que a notícia devia ter passado na televisão. As noticias em torno da nossa família pareciam não ter fim.

Abracei minha irmã com cuidado. Na reta final da gravidez, ela estava ainda mais sensível e me senti culpado por não pensar em avisar que estava bem.

— Não precisa se preocupar. O médico me liberou. Eu só inalei muita fumaça e tive uma queimadura no braço… mas nem lembro direito como aconteceu.

— Nunca mais faça isso. Essa família merece um pouco de paz… eu preciso de paz. E o seu sobrinho, com toda certeza, precisa do tio inteiro.

— Diana — segurei o rosto da minha irmã — respira. Eu estou bem, eu juro. Agora eu preciso resolver algumas coisas, entender o que aconteceu, falar com a polícia. Pode ir para casa, que te ligo mais tarde.

Diana me abraçou de novo, e precisei convencê-la a ir para casa descansar. Ainda precisava falar com a polícia e com os bombeiros.

A minha surpresa foi ver José Siqueira, o detetive que investigava Viktor, me esperando no saguão do hospital.

— Que bom que você está vivo — ele disse, assim que me aproximei.

— Também fico feliz… mas acho que você não veio aqui só para confirmar isso.

— Esse também foi um motivo — respondeu, sério. — Mas, quando vi as notícias, fui falar com a polícia. Coincidência demais a sua boate pegar fogo no meio da minha investigação. E no fim estava certo. Os bombeiros já confirmaram que foi criminoso. Ainda precisamos acessar as câmeras internas para entender como tudo começou.

— Teve alguma morte? — perguntei, tenso.

— Duas pessoas. Estavam próximas de onde o incêndio começou. Ainda vão analisar a causa exata, mas, pelo que os bombeiros disseram, poderia ter sido muito pior. Você tinha extintores, saídas de emergência funcionando e seguranças orientando o público. A maioria dos feridos inalaram muita fumaça, houve algumas queimaduras e claro machucados na confusão.

Podia ter sido pior. Eu sabia disso. Ainda assim… duas vidas tinham se perdido dentro da Lush.

— Eu também tinha sistema de incêndio — falei, na hora da loucura nem tinha pensado, mas deveria ter funcionado.

— Estão investigando por que não funcionou. Mas uma coisa é certa… eles sabem de você. Não é possível que isso tenha sido obra de um criminoso aleatório que resolveu por fogo em uma balada, a principal linha é que descobriram que você conversava com a policia.

— Ou querem destruir o lugar para depois assumir — rebati.

— Pode ser. Mas, no momento, você precisa de proteção policial.

— Eu tenho seguranças particulares. E minha casa é protegida.

— Tem certeza? — José perguntou, desconfiado.

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