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Casei com um cafajeste para me vingar do ex-marido romance Capítulo 268

"Júlia"

— O bebê está bem, mas recomendo descanso pelos próximos dias — falou o médico, depois de me examinar.

Encostei a cabeça no travesseiro, sentindo a dor pulsar no rosto. Camila tinha quebrado meu nariz, e agora minha face estava inchada e roxa. Cada latejar me fazia lembrar dela, mas, acima de tudo, me lembrava que eu a tinha deixado escapar por entre os dedos.

E isso me consumia.

Eu não podia tomar remédios fortes por causa da gravidez, então restava suportar. A dor no corpo e a maldita dor do fracasso.

— Ela vai descansar. Prometo que não vai sair de casa — disse Viktor, firme, antes mesmo que eu pudesse responder ao médico.

Virei o rosto lentamente para encará-lo. Quem ele pensava que era? O tom de dono, de quem decidia por mim, fez algo dentro de mim ferver.

Claro que eu não sairia. Eu era uma procurada pela polícia agora, César não apenas tinha surgido para salvar Camila, ele tinha vindo preparado para uma guerra, com um bando de homens armados. Usado de estratégia e sem medo de derramar sangue.

Tudo por ela.

Fechei os olhos por um instante, e a imagem não saía da minha cabeça, César invadindo aquele inferno no meio do nada apenas para tirá-la de lá. Não tinha presenciado a cena, mas conseguia imaginar cada passo dele com clareza.

Por Camila. Sempre aquela maldita mulher.

Nem quando esteve comigo ele lutou assim e a constatação foi como uma lâmina atravessando meu peito, doia da mesma forma.

— Nós vamos ficar escondidos aqui? — perguntei, sem esconder o veneno na voz.

Viktor se aproximou da cama, com aquela cara dissimulada, ele tinha se auto intitulado chefe com a ausência de Romeo.

— Isso não está em discussão. Pensei que tivesse ficado claro, você não vai a lugar nenhum.

Sustentei seu olhar sem vacilar. Não abaixaria a cabeça, afinal, eu era a noiva de Romeo, não uma mulher qualquer. Viktor queria apenas isso, controlar, vigiar, me lembrar a todo instante de que acreditava ter poder sobre mim.

Meu filho, Adam, e a babá já haviam sido transferidos para aquela casa escondida, isolada do mundo e cercada por seguranças. Aquela prisão luxuosa agora era a minha realidade.

Enquanto isso, César e Camila estavam livres. Juntos e provavelmente mais unidos do que nunca depois de tudo. A ideia me fez apertar os lençóis com força.

Ela tinha roubado tudo, a atenção dele, o amor que deveria ter sido meu.

O médico saiu em silêncio, e Viktor permaneceu ali por mais alguns segundos, como se esperasse que eu reagisse.

— Não tente nada, Júlia — ele disse por fim, a voz baixa e dura. — Não me obrigue a impedir você e você sabe que eu vou.

Um arrepio percorreu minha espinha, mas disfarcei. Era uma ameaça, sem dúvida, porém o tempo em que eu aceitava as ameaças de Viktor havia ficado para trás.

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