Quando entrei no banheiro, já me sentia excitada de uma forma que nunca havia sentido, nem com o meu ex-marido.
Augusto parou na porta, me observando enquanto eu tirava a roupa, peça por peça, devagar, ciente do seu olhar percorrendo cada parte do meu corpo, ali não encenação.
Liguei o chuveiro e deixei a água quente deslizar pela minha pele, sentindo o coração disparado pela antecipação.
Ele continuava parado ali, me olhando como se estivesse hipnotizado. Até que tirou as próprias roupas e entrou comigo no box. O beijo veio intenso, faminto, suas mãos firmes me puxando contra o corpo dele, me fazendo sentir sua ereção dura e pulsante. Num movimento, me ergueu; eu me agarrei em seus ombros, as pernas enroladas em sua cintura, a pele colada na dele. A água caía sobre nós, o vapor tornando tudo mais quente.
Augusto tinha uma pegada firme. Cada beijo era mais profundo, e eu me entregava completamente, sentindo seus lábios explorarem minha pele, meu pescoço...
Mas nossa bolha de desejo estourou com uma batida forte na porta. Outra vez.
— Augusto, aconteceu uma coisa! — gritou Diana, quase esmurrando o banheiro.
— Vai pro inferno, Diana! — ele respondeu, irritado.
— O César levou um tiro!
O clima desapareceu num segundo. Cinco minutos depois, estávamos vestidos, na sala da casa. A mãe de Augusto chorava sozinha em um canto.
— Cadê meu pai? — perguntou Augusto, encarando Diana, cuja pose arrogante havia desaparecido. Ela parecia apenas uma mulher assustada naquele momento.
— Saiu e não disse pra onde. O César foi levado pro hospital, ninguém contou mais nada. Atiraram nele na calçada de casa. Papai mandou todo mundo ficar aqui…
— Eu vou pro hospital.
— Mas... — tentou impedi-lo.
— Mas nada! Vou saber do meu irmão. Fica com a mamãe. Assim que eu souber de algo, eu ligo.
Augusto saiu pisando firme, e eu fui atrás.
— Isabella, acho melhor você ficar.
— Eu vou junto e não tem discussão.
Ele dispensou o motorista e dirigiu calado até o hospital, o melhor da cidade. Fomos levados para uma sala de espera e informados de que César estava em cirurgia. O clima era tenso. Augusto andava de um lado para o outro, ligando e mandando mensagens sem parar.
Liguei para minha prima explicando o que tinha acontecido, precisava desabafar com alguém. Ela apareceu no hospital, quase foi barrada na entrada, o local estava cheio de seguranças.
— Camila? O que você está fazendo aqui? — perguntei.
— Vim ver como você está. E trouxe alguma coisa pra comer, porque duvido que os lanches da cafeteria prestem. Me conta tudo de novo, agora com calma.
Conversar com ela me deu um pouco de perspectiva. Era muita informação para processar.

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