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Casei com um cafajeste para me vingar do ex-marido romance Capítulo 78

"Isabella"

Cada dia que passava era mais um sem notícias. A incerteza me engolia, e eu me sentia afogando em dúvidas e culpa.

Quando tive certeza que Augusto estava me traindo, não foi nenhuma novidade. Era algo que eu já esperava há muito tempo. Parecia que o dia do nosso casamento tinha sido há muito tempo. Que a Isabella apaixonada, acreditando, por um momento, em um futuro ao lado dele, completamente esquecida do caminho que me tinha trazido até aqui, tinha existido apenas em sonho.

Augusto não aguentaria por muito tempo um problema que não era dele, uma mulher que vivia em agonia, sem muita utilidade. Então não me surpreendi que ele fosse viver a vida.

Minha tia se movimentava pela cozinha, fazendo comida. Mesmo tendo uma faxineira e com o restaurante entregando refeições, ela se sentia melhor fazendo alguma coisa para ajudar.

Já tinha falado com o John, com a polícia, tinha até dado uma volta de carro e nada. Era mais um dia sem notícias.

— A Camila trabalhou até tarde. Queria que ela largasse esse emprego e trabalhasse em um lugar normal, com horário normal — minha tia reclamava, nos últimos dias era um reclamação constante.

A porta se abriu e Augusto chegou, bem mais cedo do que normalmente chegaria. Me assustei; o coração acelerou, imaginando que tinha chegado cedo para dar alguma notícia ruim. Mas ele me olhou, já sabendo o que eu estava pensando.

— Não aconteceu nada. Saí mais cedo do trabalho.

— Que bom que você chegou mais cedo. Eu vou para casa. A Camila chegou quase de manhã e eu preciso falar com aquela menina — minha tia falou, pegando a bolsa. — Cuida dela.

— Pode deixar.

Augusto se sentou ao meu lado e me puxou, me abraçando.

— Não estou te traindo com a Juliana; apenas a encontrei em um almoço e eu estou realmente trabalhando até tarde — ele disse com um tom carinhoso.

Continuei calada, sentindo o cheiro dele. Normalmente me afastava dos abraços — me sentia sufocada, culpada, com medo — mas eu estava cansada. Precisando de conforto.

— Eu prometi colar os seus pedaços, não te destruir. Me desculpe se esqueci da minha promessa. Mas eu mantenho o que eu disse: estou aqui, para colar os seus pedaços.

Encarei-o, olhando dentro de seus olhos. Eu via ali verdade ou queria acreditar que via ali verdade.

— Você acredita em mim? — ele perguntou diante do meu silêncio.

Eu acreditava?

— Claro, eu acredito em você — respondi, mesmo sem ter muita certeza.

— Você comeu?

— Comi. Minha tia sabe ser bem insistente.

— Isa, não é melhor você ver um psicólogo? Conversar com alguém profissional? Não é saudável entupir-se de remédio para dormir desse jeito, ficar sem comer.

— Pode ser.

— Vou pedir uma indicação, tudo bem?

— Tudo bem.

Capítulo 78. Abismo 1

Capítulo 78. Abismo 2

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