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Casei com um cafajeste para me vingar do ex-marido romance Capítulo 92

"César"

— Minha família vai organizar um jantar, quer ir? — Perguntei para Camila enquanto ela me servia um drink sem álcool, mais uma das invenções dela para me usar como cobaia.

— Quer causar um infarto no seu pai? Não sabia que você seria capaz de uma coisa assim — ela riu. — Peguei essa receita na internet: suco de abacaxi, leite de coco e refrigerante. Uma coisa é ir na festa de aniversário da sua irmã, que era numa balada, outra é entrar na casa dos seus pais.

— Vai ter bastante gente lá. Sua prima vai. Você não vai querer deixar ela sozinha, né? — Camila riu da minha cara de pau e foi atender outro cliente.

Desde o casamento eu não tinha voltado à Lush, mas depois de muito pensar percebi que não podia ficar longe. Não ia abdicar da amizade de Camila. Éramos dois adultos; tinha certeza de que podíamos administrar nossos sentimentos.

O drink não era ruim, e fiquei ali bebendo e observando ela trabalhar, a balada lotada e vibrando ao meu redor.

— César? — Para meu espanto, Augusto apareceu ao meu lado no balcão.

— O que você está fazendo aqui? A Isabella está também? — perguntei, até onde sabia desde o envolvimento dele com a Isabella nunca mais tinha ido na Lush.

— Quem devia perguntar o que você está fazendo aqui sou eu. Desde quando você frequenta baladas? Desde quando bebe drinks? Isso ai parece meio fraco que tal uma coisa mais forte — O tom de voz e o bafo indicava que ele estava levemente bêbado.

Camila se aproximou, pegando uma garrafa para preparar algo e não parecendo nem um pouco surpresa com a presença de Augusto ali ,

— Entendi, não precisa explicar. Camila, whisky por favor — ele falou, seco.

— Você está aqui sozinho? — ela perguntou.

— Sim. Por enquanto — a insinuação me deixou em alerta, eu conhecia meu irmão bem o suficiente para sentir que tinha alguma coisa errada.

Camila colocou um copo no balcão e pegou a garrafa de whisky derramando uma dose.

— Pode deixar a garrafa. — Augusto tomou tudo de uma vez só.

— Augusto, o que aconteceu? Por que você está aqui enchendo a cara?

— Preciso de um motivo para encher a cara, meu irmão? — Ele virou mais três copos seguidos, como se fosse água.

Não tinha mais duvidas que alguma coisa tinha acontecido, Augusto era o tipo de cara que aprecia a bebida, ainda mais quando é de qualidade, e nunca com a intenção de ficar bêbado a ponto de cair. Era a primeira vez que o via beber dessa forma, como se quisesse se afogar dentro do copo.

— Não é melhor você beber mais devagar?

Mas Augusto continuou. Em pouco tempo, tinha acabado com a garrafa. O álcool já começava a fazer efeito. Camila atendia outros clientes, mas observava tudo de longe.

— Mais uma — ele pediu, a voz já embolada.

— Não — falei, segurando o braço dele. Nunca me intrometi no que ele fazia; antes, não era da minha conta. Mas agora ele era um homem casado, e a prima da esposa observava tudo de longe. Se eu pudesse evitar que ele fizesse alguma besteira da qual fosse se arrepender, eu faria.

Ele me empurrou. Naquele ambiente lotado, qualquer movimento brusco podia gerar pânico.

— Você ficou louco? Já bebeu demais — Tentei manter a calma, colocar algum juizo naquela cabeça.

— Cesinha, você precisa relaxar! Vamos dançar um pouco, pegar umas gatas…

— Augusto… — Apertei o braço dele. Nós dois tínhamos o mesmo tamanho, a mesma força. — O que aconteceu com você? Está querendo estragar tudo?

— Eu estou querendo viver a minha vida! Sem ter que provar nada pra ninguém! — Ele mal se mantinha de pé, o whisky correndo nas veias rápido demais, deixando-o cada vez mais bêbado.

— Vamos embora, eu te levo para casa.

Mas Augusto se desvencilhou.

Capítulo 92. Afogando as mágoas 1

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