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Cláusula Proibida: O Amor Nunca Fez Parte Do Acordo romance Capítulo 113

Capítulo 113 — Desejei não ter ouvido

Adrian Foley

Com a carga pesada de medicação intravenosa que recebeu para conter a dor e estabilizar o sangramento, a Victoria simplesmente apagou no colchão daquele quarto de hospital. Eu fiquei deitado ao seu lado a noite inteira, velando o seu sono com o seu corpo pequeno acolhido contra o meu peito, mas não preguei o olho por um único minuto sequer.

A minha insônia repentina não era motivada apenas pela preocupação constante e sufocante com a saúde da Vic e com o nosso bebê; a mensagem de texto seca e direta que recebi do Avery mais cedo continuava queimando na minha mente como brasa acesa.

Eu odiava aquele cretino com todas as forças da minha alma, a nossa rivalidade vinha de anos de mágoas não resolvidas, mas eu tinha que ser homem o suficiente para agradecer a ele mentalmente por ter me avisado sobre aquilo.

No estado delicado em que a Victoria se encontrava agora, tudo o que eu menos precisava neste mundo era de um estresse desnecessário batendo à nossa porta. E a Diana era a personificação exata do caos e do estresse desnecessário.

A minha mente, inevitavelmente, foi puxada de volta para o passado. Me lembrei da última vez em que vi a mulher que, durante um período confuso da minha juventude, cheguei a acreditar ingenuamente que amava.

Mas hoje, olhando para a Victoria adormecida nos meus braços, sentindo o calor da sua pele e ouvindo o som calmo da sua respiração, a verdade me atingiu com a força de um choque: o que eu senti pela Diana no passado nunca foi amor de verdade. Foi apenas fascínio, vaidade e uma ilusão juvenil. O que eu sentia pela Victoria era visceral, incondicional e avassalador. Ela era o meu chão, a minha família e o meu único destino.

Os primeiros raios fracos de sol do sábado começaram a invadir a penumbra do quarto pelas frestas da cortina. Ouvi duas batidas discretas na porta de madeira e uma enfermeira de jaleco azul entrou em silêncio.

Ela me deu um sorriso compreensivo, aproximou-se da cama com aparelhos portáteis e começou a checar com agilidade os sinais vitais da Vic. Mediu a saturação, ajustou o gotejamento do soro no acesso e posicionou o esfigmomanômetro no braço macio da minha mulher.

— Como está a pressão arterial dela? — perguntei em um sussurro rouco, sem mover o corpo para não acordar a minha esposa.

A enfermeira olhou para o visor digital do aparelho, contraindo levemente os lábios:

​Capítulo 113 — Desejei não ter ouvido 1

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