Capítulo 112 — Onde Tudo Começa
Henry Reeves
O ar do quarto parecia ter ficado subitamente denso, quente e carregado de uma eletricidade pura que fazia a pele formigar. A minha mão mantinha um aperto firme e quente na cintura macia da Sara, sentindo cada pequena ondulação do corpo dela tremer contra o meu.
— Henry... Que método é esse que você está falando? — ela perguntou, a voz falhando em um sussurro arfante, os olhos castanhos brilhando com uma mistura irresistível de curiosidade, desejo e uma ponta de timidez.
Aproximei os meus lábios do ouvido dela, sentindo o cheiro doce de baunilha da pele limpa do banho inundar os meus sentidos. Sorri de canto, deixando os meus lábios roçarem na concha da orelha dela antes de responder.
— O método é simples, Sarinha: eu vou te fazer perder o juízo por completo hoje... E quando eu chegar ao meu limite, eu saio de você antes de terminar. Simples assim.
Sara soltou um suspiro entrecortado, as unhas cravando levemente nos meus ombros.
— Você... Você tem certeza de que consegue se controlar assim?
Dei uma risada baixa, rouca e carregada de pura provocação, descendo a minha boca pelo pescoço dela em beijos quentes e estalados.
— Você está duvidando do meu autocontrole, querida? Eu sou um homem extremamente treinado na arte de dar e sentir prazer. Confia em mim.
— Eu confio em você, Henry... Meu Deus, eu confio em você — ela balbuciou, a cabeça caindo para trás sobre o travesseiro quando a minha língua encontrou o ponto mais sensível do seu pescoço.
Não esperei mais um segundo sequer. Acomodei o corpo macio dela no centro do colchão, abrindo as suas pernas perfeitas com o meu quadril. Posicionei a cabeça do meu membro ereto e pulsante bem na entrada quente e terrivelmente molhada dela.
A umidade natural da Sara era um convite irrecusável, um mel denso e quente que me implorava para avançar.
Encarei o seu rosto, buscando os seus olhos no meio da penumbra do quarto. As bochechas dela estavam coradas de um jeito lindo, e os lábios carnudos estavam entreabertos pela respiração acelerada.
— Olha para mim, Sarinha... — pedi em um tom baixo e firme, deslizando a minha mão espalmada até a nuca dela para manter os nossos olhares presos. — Eu quero ver exatamente o momento em que eu me tornar parte de você.
Ela assentiu devagar, cravando as pupilas nas minhas.
Com um movimento lento, contínuo e calculado, fui me encaixando nela. A sensação de aperto e calor foi tão avassaladora e deliciosa que precisei fechar os olhos por um milésimo de segundo e soltar um palavrão abafado entre os dentes.
— Porra, Sara... Você é justa demais... Um verdadeiro paraíso.
Um gemido agudo, doce e manhoso escapou da garganta dela no mesmo instante, um som limpo e alto que ecoou pelas paredes do quarto quando me afundei por completo, preenchendo cada milímetro do seu interior.
— Henry... Ah, Henry! — ela chamou o meu nome, os seus braços envolvendo o meu pescoço com força, puxando o meu peito para colar no dela. — É... É tão intenso...
— É perfeito, amor... Você é perfeita pra mim — murmurei contra os lábios dela, selando as nossas bocas em um beijo faminto, profundo e cheio de língua, enquanto iniciava os movimentos de vaivém.
Comecei com estocadas lentas, profundas e ritmadas, sentindo o atrito delicioso das nossas peles. Cada vez que o meu quadril colidia contra o dela, o som úmido e quente do nosso contato preenchia o silêncio do ambiente, acompanhado pelos suspiros e gemidos eufóricos da Sara.
Ela arqueava a espinha contra o colchão a cada investida, buscando mais do meu peso, envolvendo as suas pernas gostosas ao redor da minha cintura, me prendendo ainda mais fundo dentro dela.
— Isso, Sarinha... Cruza essas pernas maravilhosas em mim — ordenei em um sussurro rouco perto do seu ouvido, aumentando gradativamente a velocidade e a força dos golpes. — Deixa eu ir até o fundo.
— Meu Deus, Henry! Mais... Por favor, mais! — ela implorava sem a menor vergonha no corpo, completamente entregue ao ritmo que eu impunha.
A timidez inicial da Sara tinha evaporado por completo, dando lugar a uma mulher apaixonada, quente e faminta. Ver ela se contorcendo sob o meu corpo, ouvir os gemidos descontrolados que saíam da sua boca toda vez que eu atingia o seu ponto mais sensível lá dentro, era o combustível mais poderoso que eu poderia desejar.
Segurei as suas coxas firmes com as minhas duas mãos, elevando ligeiramente o seu quadril na cama. Mudei o ângulo das estocadas, penetrando-a com mais força, mais rapidez e mais firmeza.
O barulho da cama balançando e das nossas peles se chocando era o ritmo perfeito para a loucura que estávamos vivendo.
— A partir de hoje não tem volta Sara. Você é minha, ouviu bem? — falei, a voz grave e cortante de puro tesão, encarando os seus olhos nublados pelo prazer. — Minha namorada, minha mulher... Só minha!
— Sua... Eu sou toda sua, Henry! — ela gritou baixo, o corpo inteiro começando a tremer de forma descontrolada sob as minhas mãos.
Senti as paredes internas dela começarem a se contrair fortemente ao redor do meu membro, um aperto ritmado e quente que indicava que ela estava prestes a explodir.
Aumentei as estocadas para um ritmo frenético e impiedoso, levando-a direto para o abismo.
— Vem pra mim, amor... Goza pra mim, Sarinha! — incentivei, cravando os lábios no pescoço dela.
Sara soltou um grito alto e melodioso de puro êxito, os olhos se fechando com força enquanto o seu corpo era varrido por uma onda avassaladora de orgasmo. Ela se contorceu inteira, me apertando de um jeito tão surreal por dentro que senti o meu próprio controle se esfacelar em questão de segundos.

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