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Cláusula Proibida: O Amor Nunca Fez Parte Do Acordo romance Capítulo 173

Capítulo 173 — Pessoas especiais

Adrian Foley

— Só seu, minha vida.

Repeti, aumentando a intensidade com cuidado, inclinando o meu tronco para colar o meu peito no dela e beijá-la com fome.

Nossos lábios se chocavam em um ritmo febril enquanto os nossos corpos conversavam na cama em uma sintonia crua e perfeita. O atrito acelerou; a pele dela estava brilhando de suor, as pernas envolvendo a minha cintura com uma força impressionante. Senti as contrações involuntárias das paredes dela começarem a me apertar em espasmos ritmados e deliciosos.

— Ade... eu vou... amor, eu não consigo segurar... — ela gemeu alto contra o meu ouvido, as unhas cravando com força nas minhas costas.

— Não segura, vida. Vem comigo. Goza para mim.

Acompanhei o ritmo dela com três investidas mais fundas e precisas, encontrando o ponto exato que a fazia estremecer. Victoria soltou um grito abafado contra o meu peito quando o clímax a atingiu como uma onda devastadora, o corpo inteiro tremendo enquanto o sexo dela me ordenhava em ondas de prazer puro.

O aperto foi o limite absoluto da minha resistência. Soltei um rugido rouco contra a curva do pescoço da minha esposa e me derramei inteiramente dentro dela em pulsações quentes e intermináveis, afundando até o limite enquanto segurava os quadris dela com as duas mãos, mantendo-nos unidos até a última gota de prazer se dissipar no ar.

O silêncio voltou a reinar na suíte, quebrado apenas pelo som das nossas respirações aceleradas e entrecortadas.

Apoiei o peso nos braços, beijando as lágrimas de êxtase que escorriam pelo rosto da Victoria. Ela sorriu de olhos fechados, uma expressão de serenidade absoluta desenhada nos traços delicados, as mãos acariciando preguiçosamente o meu cabelo bagunçado.

— Melhor? — sussurrei com a voz ainda rouca, roçando o nariz no dela.

— Infinitamente melhor — ela abriu os olhos devagar, mordendo o lábio inferior. — Se você me desse um chá desse todas as vezes que eu tivesse uma crise de ciúmes, eu juro que arrumava umas três brigas por dia.

Caí na gargalhada, puxando o corpo dela para o meu peito enquanto saía de dentro dela com cuidado e nos ajeitava sob o lençol macio.

— Nem pense nisso, senhora Foley. O meu coração quase parou com o seu surto de mais cedo.

Victoria riu gostoso, aninhando o rosto na curva do meu pescoço, o calor da pele dela aquecendo a minha alma. Ficamos ali abraçados por longos minutos, deixando a exaustão boa do pós-amor relaxar cada músculo.

O relógio de parede marcou meia-noite e vinte. Me lembrei dos passos firmes no andar de baixo e da promessa que fiz a mim mesmo assim que pisei na mansão.

Passei a mão pelo cabelo dela com carinho.

— Amor?

— Hum? — ela resmungou manhosa, quase cochilando no meu peito.

— Eu preciso que você vista um vestido confortável para descer comigo rapidinho lá embaixo.

Victoria franziu a testa, erguendo o queixo para me encarar com desconfiança.

— Descer para onde, Adrian? A essa hora da noite? Minhas pernas parecem duas gelatinas e a minha cama está uma delícia.

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