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Cláusula Proibida: O Amor Nunca Fez Parte Do Acordo romance Capítulo 80

Capítulo 80 — Cala a boca!

Adrian Foley

As minhas palavras diretas a pegaram de total surpresa, a fazendo arregalar os olhos.

— O... O que você acabou de dizer, Adrian?

Dei um sorriso sutil e amargo de lado, balançando a cabeça.

— Claro que você ainda é apaixonada por ele. Eu vi perfeitamente o jeito patético que você ficou quando o avistou hoje cedo no cemitério. Toda essa sua conversa fiada de agora, o seu segredinho misterioso com a Victoria na cama... Tudo faz sentido. Eu devia ter imaginado isso muito antes.

Ela perguntou com a voz nítidamente trêmula e assustada, dando um passo para trás.

— Como... Como você descobriu isso?

Bufei irritado, cruzando os braços sobre o peito.

— Eu sempre soube, Natalie. Mas eu simplesmente fingia não enxergar a realidade porque eu sabia perfeitamente que ele não nutria nenhum tipo de sentimento por você. O Lucas sempre te enxergou exatamente do mesmo jeito que eu te vejo até hoje: como a porra da nossa garotinha. Nossa bonequinha que prometemos ainda na infância cuidar. Nada mais.

Os olhos dela lacrimejaram de imediato com a minha pancada de realidade.

— Ele não me vê mais assim. E nem você deveria. Eu... Eu não sou mais uma garotinha indefesa, Adrian! Eu sou uma mulher feita agora! — ela rebateu, a voz subindo de tom.

Arqueei uma das minhas sobrancelhas, encarando-a com frieza.

— Sim, uma mulher no documento, Natalie. Mas você ainda age exatamente como a mesma garotinha boba e iludida, apaixonada pelo melhor amigo do irmão. Passando os dias sonhando acordada com a ideia de que um dia ele vai te notar e te amar de volta... Mas ele não vai fazer isso, Nat. Acredite em mim de uma vez por todas. O Lucas Avery age sempre e estritamente por puro interesse próprio. Esse é quem ele é de verdade, essa é a essência dele.

Vi os lábios dela tremerem violentamente de raiva e mágoa.

— As pessoas mudam, Adrian! — ela rebateu enfaticamente.

— Mudam, claro que sim. Mas ele definitivamente não mudou em nada. Continua exatamente o mesmo crápula de sempre.

Ela fechou as duas mãos em punhos rígidos ao lado do corpo, provavelmente em uma tentativa desesperada de controlar os tremores que chacoalhavam o seu corpo pelo estresse.

— E como você pode ter tanta certeza disso, Adrian? Você por acaso deu uma chance real para ele se explicar hoje? Ou você simplesmente fez com ele a mesma coisa autoritária que está fazendo comigo aqui dentro agora?

Olhei bem no fundo dos seus olhos verdes, deixando a minha imponência assumir o controle.

— Eu te faço a mesma pergunta. Como você pode ter tanta certeza sobre ele, Natalie? — retruquei com a voz pausada. — Vocês dois não convivem há anos. E o pouco que vocês por acaso se viram ao longo de todo esse tempo na empresa do padrinho, mal se falaram ou se olharam nos olhos.

Ela respirou fundo, tentando buscar ar.

— Eu só... Eu só sei o que sinto... E sei que ele é bom… Eu sei disso.

Dei um passo firme na direção dela, encurralando-a contra o espaço do quarto.

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