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Cláusula Proibida: O Amor Nunca Fez Parte Do Acordo romance Capítulo 85

Capítulo 85 — Mulher da minha vida

Adrian Foley

Entramos no carro e Victoria olhou para mim com um semblante aflito.

— E o vovô Victor, Adrian? Ele estava te esperando no escritório para conversar, e nós nem... Nem nos despedimos dele direito.

Não respondi nada para ela; apenas ordenei para o Henry, que já estava acomodado no banco da frente ao lado do motorista.

— Vamos.

Ele assentiu e subiu o vidro escuro que separava as cabines, garantindo total privacidade para mim e para a Victoria. Ela se aproximou de mim no estofado de couro e segurou a minha mão com força.

— Amor... Por favor...

Olhei para o rosto dela, puxei o seu corpo para perto e a beijei na boca com desespero. E, claro, ela retribuiu ao meu toque de imediato. Quando nos separamos em busca de ar, o meu celular começou a vibrar no bolso do meu paletó. Era o meu avô.

— Vovô. — falei ao atender a ligação.

— O que você pensa que está fazendo, Adrian?! Volte para esta casa imediatamente! — o velho esbravejou do outro lado da linha.

Mantive a minha postura totalmente firme antes de responder.

— Eu não vou voltar, vovô.

— Você vai garoto. Eu quero você e o Lucas no meu escritório, agora!!

— Não, eu não vou. — respondi sem hesitar.

— Como é que é? — ele perguntou indignado.

— Não tenho absolutamente nada para resolver com o Avery. O senhor parece estar perfeitamente bem de saúde, e a Natalie definitivamente não precisa de mim ao lado dela. Em resumo: eu não tenho mais nada para fazer nessa mansão hoje.

Meu avô soltou o ar pesadamente, visivelmente irritado com a minha inflexibilidade.

— Engano seu, você tem sim o que fazer aqui, Adrian! Você tem que vir garantir a sua cadeira na presidência da holding, porque se você não voltar agora...

Eu simplesmente não o deixei terminar a ameaça.

— O senhor vai me destituir do cargo de CEO. Já entendi perfeitamente esse seu teatrinho, vovô. O senhor tem me ameaçado há anos com essa presidência para sempre me fazer ceder de forma cega às suas vontades. E eu sempre cedo. Mas não hoje. Quer me tirar da presidência da holding Foley? Esteja inteiramente à vontade! Eu realmente quero ver quanto tempo aquela empresa dura no mercado sem a minha gestão à frente.

Ouvi meu avô respirar fundo do outro lado da linha, o tom de voz mudando para algo mais brando.

— Adrian, eu só quero o melhor para você, meu garoto. Todas as vezes em que eu te ameacei com o cargo foram estritamente para o seu próprio bem.

Olhei para a Victoria, que conseguia ouvir perfeitamente a nossa conversa por causa da proximidade e estava atenta a cada palavra que saía da minha boca.

— Eu sei perfeitamente disso, vovô. E sou imensamente grato ao senhor por isso. Da última vez em que o senhor me ameaçou com o contrato, a sua pressão acabou me trazendo a mulher da minha vida. — ouvi Victoria suspirar baixinho ao meu lado, os olhos castanhos brilhando de emoção com a minha declaração espontânea. — Mas desta vez eu não vou ceder. Porque não é alegria, nem amor o que essa aproximação forçada com o Lucas vai me trazer. É dor. É puro sofrimento. Eu sei disso na pele.

Meu avô permaneceu em um silêncio absoluto por alguns segundos longos antes de responder de forma contida.

— Tudo bem, Adrian... Eu não vou forçar essa situação entre vocês dois hoje. Mas não afaste a Natalie da sua vida, meu garoto. Vocês dois foram criados juntos como irmãos de alma. Vocês se consideram como tal. Vocês se amam profundamente. E ela acabou de perder o avô hoje.

Apertei o aparelho contra o meu ouvido com força, sentindo a dor visceral pela minha irmã de criação me rasgar por dentro.

— Ela tem o Lucas ao lado dela agora, vovô. Não era exatamente isso o que ela queria? Isso significa que ela vai ficar perfeitamente bem sem mim.

Meu avô resmungou em clara reprovação pela minha resposta, mas decidiu não insistir mais no assunto. Quando encerrei a ligação e guardei o aparelho, Victoria subiu devagar no meu colo, acomodando-se de frente para mim no banco traseiro do carro.

— Mulher da sua vida, é, senhor Foley? Gostei infinitamente mais desse título do que do formal 'senhora Foley'. — ela provocou com um sorriso terno nos lábios.

Sorri de canto para ela, segurei o seu rosto e a beijei com profundidade.

— Eu sabia perfeitamente que você ia gostar… — murmurei, encostando a minha testa na dela.

Passamos a viagem inteira de volta para a cobertura daquela forma: com ela aninhada no meu colo, agarrada ao meu peito em um silêncio reconfortante.

​Capítulo 85 — Mulher da minha vida 1

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