Capítulo 89 — Nem que seja na marra
Adrian Foley
Eu ainda não estava satisfeito com toda essa história, então insisti na pergunta.
— Do que exatamente você tem tanto medo?
Ela balançou a cabeça de forma negativa, sorrindo de canto.
— Não é medo de hospital de jeito nenhum, Adrian! É puramente porque eu sei o motivo real de tudo isso! É apenas o meu ciclo menstrual atrasado devido a todo esse estresse acumulado dos últimos dias. Assim que o meu organismo entender de verdade que eu estou relaxada, a menstruação dá as caras para me estressar de novo. Porque, meu amor... Eu viro um verdadeiro cão raivoso naqueles dias do mês, pode aguardar por isso!
Eu não contive uma risada gostosa diante da declaração dela e a puxei para um beijo. O contato dos nossos lábios começou lento, denso e calmo, mas rapidamente se transformou em uma fome avassaladora de desejo retido.
Victoria se movimentou na cama, subindo com agilidade para cima do meu corpo, e eu murmurei com a boca ainda colada à dela, sentindo a sua pele quente.
— Amor... Você acabou de ter um desmaio feio e estava sentindo dores fortes até agora há pouco...
Vic soltou uma risada baixa, tirando a sua boca da minha e descendo uma trilha de beijos arfantes pelo meu pescoço.
— Você falou a palavra perfeitamente certa, senhor Foley: 'estava'. Pretérito imperfeito do indicativo. A dor já passou por completo.
Eu ri alto do argumento dela, segurando a sua cintura fina.
— Você vai realmente tentar me dar uma aula de gramática e conjugação verbal agora no meio da cama, Victoria?
Ela deu uma mordidinha deliciosa e provocante no lóbulo da minha orelha, fazendo um gemido baixo escapar da minha garganta.
— De jeito nenhum, sou terrivelmente péssima em gramática... Prefiro te dar outra coisa infinitamente melhor.
Por um breve segundo, tentei ignorar o tesão absurdo que já dominava o meu corpo para encarar o rosto dela e gargalhei abertamente.
— Você é simplesmente inacreditável, mulher!
Ela me entregou um selinho rápido nos lábios.
— Pois você é a pessoa em quem eu acredito cem por cento. Mais real que esse seu tanquinho, só ele mesmo.
Balancei a cabeça rindo. Segurei o rosto dela com firmeza entre as minhas duas mãos, mantendo a seriedade no olhar.
— Querida, você sabe perfeitamente que eu jamais recusaria um momento de intimidade com você, nem se eu estivesse no meu leito de morte eu te recusaria... Mas eu realmente não quero que você se esforce fisicamente e acabe piorando as suas dores, tonturas, não quero vê-la desmaiar de novo, Vic.
Ela encostou a sua testa na minha, a respiração desacelerando.
— Eu não estou doente, Adrian! É só uma cólica chata que já passou. O que me fez passar mal daquele jeito na sala foram puramente os dois analgésicos fortes que eu tomei sem pensar. Eu juro por tudo.
Levei os meus lábios até os dela em mais um beijo rápido, ou pelo menos essa era a minha intenção inicial, mas a Victoria começou a explorar a minha pele com as mãos de forma tão intensa e necessitada que eu simplesmente me entreguei ao desejo por completo.
Em poucos minutos de pura urgência e suspiros abafados no quarto, já estávamos completamente nus sob os lençóis. Alcancei a gaveta da cabeceira, peguei o preservativo e o coloquei com agilidade.
Victoria montou novamente sobre o meu quadril. Mas antes de descer o seu corpo de vez sobre o meu membro ereto, ela me encarou com um olhar carregado de pura malícia e provocação.
— Agora, meu amor... Faz o favor de desentupir esse negócio de uma vez!

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