Capítulo 97 — Cláusulas Proibida
Victoria Clark
A espera pelo Will parecia arrastar os minutos como se fossem horas. Fiquei andando de um lado para o outro no quarto, com as mãos frias e o peito apertado. Quando finalmente ouvi a porta se abrir e vi meu amigo passar pelo vão, soltei um suspiro de alívio que nem sabia que estava prendendo.
Ele veio direto na minha direção e me envolveu em um abraço apertado.
— Cheguei, minha linda! O Augustus já está devidamente trancado no escritório com o seu marido, revisando papéis. Agora me conta: como você está?
Nos separamos e eu passei as mãos pelos braços, tentando conter o tremor leve na pele.
— Eu estou apavorada, Will. Morrendo de medo desse resultado.
Ele me encarou com carinho, segurando as minhas mãos.
— Medo do quê, exatamente, Vic? De dar positivo ou de dar negativo?
— De tudo! — confessei, baixando a voz. — Tenho medo de como o Adrian vai reagir a isso.
Will soltou uma risada curta, balançando a cabeça como se eu tivesse dito o maior absurdo do mundo.
— Vic, o Adrian é completamente louco por você! É visivelmente impossível aquele homem não amar a ideia de ter um filho com você. Ele vai soltar fogos de artifício nesta cobertura!
As palavras dele eram acolhedoras, mas no mesmo segundo a lembrança daquele contrato maldito veio com força total na minha mente. A cláusula era clara e explícita: filhos eram expressamente proibidos.
Mas eu não podia dizer nada disso ao Will, porque ele não fazia a menor ideia de que o nosso casamento tinha começado a partir de um acordo formal com regras rígidas.
Engoli em seco e tentei disfarçar o peso no olhar.
— É... Você tem razão.
Will sorriu, me dando um empurrãozinho leve em direção ao banheiro.
— Agora vamos parar de enrolar. Vamos lá resolver isso de uma vez.
Seguimos para o banheiro. Abri a gaveta, peguei a caixinha do teste de farmácia e nós dois lemos cada linha das instruções no folheto.
— Bom, na teoria me parece bem simples — Will disse, me entregando a caneta de plástico. — Vou te deixar sozinha para você fazer a sua parte em paz. Estou bem aqui do outro lado da porta.
Ele saiu e fechou a porta de madeira. Sentei no vaso sanitário, fiz o teste com as mãos trêmulas e, assim que terminei, recapei a caneta e a depositei sobre o mármore da pia.
Caminhei até a porta, abri um vão e chamei:
— Will... Pode entrar.
Ele passou rapidamente e nós dois nos aproximamos da pia. Ficamos ali, lado a lado, encarando a caneta plástica como se ela fosse uma bomba-relógio prestes a explodir a qualquer segundo.
— Quanto tempo falta? — ele perguntou em um sussurro, sem tirar os olhos do balcão.
— O folheto disse três minutos... Ainda faltam dois — respondi, o coração batendo na garganta.
E então, bem diante dos nossos olhos, a janela do teste começou a ganhar cor. O reativo puxou o líquido e uma linha rosa bem marcada apareceu.
Segundos depois... Outra linha surgiu logo ao lado.

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