Como odiar um CEO em 48 horas romance Capítulo 44

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- Claro que não. “Você” deveria ter medo de mim, Heitor.

- Tenho medo mesmo... De você destruir meu coração. – Ele colocou a mão no peito, debochando da minha cara.

Cruzei meus braços:

- Está de brincadeira comigo, Heitor Casanova?

Ele negou com a cabeça, olhando no fundo dos meus olhos.

- Senhor Casanova, diga-me uma coisa, por favor.

- Até duas, Bárbara... – continuou imóvel, os olhos sem desgrudar dos meus.

- O senhor tem colherinha por aí?

- O quê? – ele balançou a cabeça, confuso, enrugando a testa.

Preciso ser juntada, seu idiota. Você acaba de derreter meu corpo e o que restava de cérebro... Que porra está acontecendo comigo? Eu odeio este homem.

- Acho que posso estar um pouco bêbada. – falei seriamente, pois meus pensamentos estavam confusos.

Voltei para a porta, tentando abrir novamente, com força. Precisava sair dali imediatamente.

- Pode me ajudar, senhor dono da porra toda?

- Senhor não... Dono da porra, sim. Se é toda, já não sei...

- Deus, me deixar presa com ele já é castigo... Mas bêbado? Jura que acha que mereço isso? – levantei meus olhos, encarando o teto.

Ele parou ao meu lado:

- O que quer que eu faça, Bárbara?

“Bárbara”... O jeito que ele falava era estranho... Parecia irônico, mas não era... Eu não sabia identificar. O certo é que meu nome saindo dos lábios dele soava diferente.

- Eu vou puxar um lado da porta e você o outro, ok? Colocamos toda nossa força e puxamos para as laterais.

- Acha que vamos conseguir abrir uma porta de elevador? Eu e você? – ele riu.

- Vamos pelo menos tentar, não é mesmo? Conhece trabalho em equipe?

- Não somos uma equipe... Somos uma dupla.

- Que seja, porra. Vai me ajudar ou não?

- Eu vou... Mas isso não vai adiantar. Não vamos conseguir abrir a porta.

- Heitor, vamos tentar, por favor. – falei calmamente, para ver se ele entendia que era uma tentativa.

- Ok, Bárbara.

- Quantas vezes você vai dizer “Bárbara”, porra?

Ele riu. Coloquei meu corpo de um lado e puxei a porta na minha direção e ele fez o mesmo. Ela nem se mexeu...

- Tenho outra ideia. – ele disse. – Você fica na frente e eu atrás de você. Empurramos os dois juntos, ao mesmo tempo.

O olhei, tentando entender a ideia dele.

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