- Claro que não. “Você” deveria ter medo de mim, Heitor.
- Tenho medo mesmo... De você destruir meu coração. – Ele colocou a mão no peito, debochando da minha cara.
Cruzei meus braços:
- Está de brincadeira comigo, Heitor Casanova?
Ele negou com a cabeça, olhando no fundo dos meus olhos.
- Senhor Casanova, diga-me uma coisa, por favor.
- Até duas, Bárbara... – continuou imóvel, os olhos sem desgrudar dos meus.
- O senhor tem colherinha por aí?
- O quê? – ele balançou a cabeça, confuso, enrugando a testa.
Preciso ser juntada, seu idiota. Você acaba de derreter meu corpo e o que restava de cérebro... Que porra está acontecendo comigo? Eu odeio este homem.
- Acho que posso estar um pouco bêbada. – falei seriamente, pois meus pensamentos estavam confusos.
Voltei para a porta, tentando abrir novamente, com força. Precisava sair dali imediatamente.
- Pode me ajudar, senhor dono da porra toda?
- Senhor não... Dono da porra, sim. Se é toda, já não sei...
- Deus, me deixar presa com ele já é castigo... Mas bêbado? Jura que acha que mereço isso? – levantei meus olhos, encarando o teto.
Ele parou ao meu lado:
- O que quer que eu faça, Bárbara?
“Bárbara”... O jeito que ele falava era estranho... Parecia irônico, mas não era... Eu não sabia identificar. O certo é que meu nome saindo dos lábios dele soava diferente.
- Eu vou puxar um lado da porta e você o outro, ok? Colocamos toda nossa força e puxamos para as laterais.
- Acha que vamos conseguir abrir uma porta de elevador? Eu e você? – ele riu.
- Vamos pelo menos tentar, não é mesmo? Conhece trabalho em equipe?
- Não somos uma equipe... Somos uma dupla.
- Que seja, porra. Vai me ajudar ou não?
- Eu vou... Mas isso não vai adiantar. Não vamos conseguir abrir a porta.
- Heitor, vamos tentar, por favor. – falei calmamente, para ver se ele entendia que era uma tentativa.
- Ok, Bárbara.
- Quantas vezes você vai dizer “Bárbara”, porra?
Ele riu. Coloquei meu corpo de um lado e puxei a porta na minha direção e ele fez o mesmo. Ela nem se mexeu...
- Tenho outra ideia. – ele disse. – Você fica na frente e eu atrás de você. Empurramos os dois juntos, ao mesmo tempo.
O olhei, tentando entender a ideia dele.
Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Como odiar um CEO em 48 horas
Bom diaa cadê o capítulo 97...
Gostaria de saber o nome do escritor tbm, muito bom o livro, né acabei de rir e de chorar tbm.lindooooo!!!...
Gostaria de saber o nome do escritor(a), pois a leitura foi interessante, contagiante e bem diferente. Seria interessante procurar outras obras do autor....
Por que pula do 237 para o 241 ?...