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Contratei uma Babá e ela era Minha Noiva Fugitiva romance Capítulo 44

~ MAREU ~

Eu acordei com o corpo lembrando antes da minha cabeça.

Uma dorzinha gostosa aqui, outra ali. Nos lugares certos. E aquela sensação absurda de que eu tinha acabado de viver uma coisa boa demais pra ser minha. O lençol estava morno. O ar tinha cheiro de… ele. De nós.

Eu pisquei, devagar, ainda meio boba, e virei o rosto.

Logan Novak.

Deitado ao meu lado como se isso fosse normal. Como se eu não tivesse atravessado uma linha que eu vinha fingindo que nem existia.

A parte questionável não era ele. Infelizmente, a parte questionável era o “e agora?”.

Eu levei a mão ao rosto e murmurei, pra mim mesma, com a clareza dramática de quem sempre aprende tarde:

— Merda.

Saí do lençol com cuidado, tentando não pensar em nada além de sair dali. Meu cérebro insistia em replay, e eu tentei desligar como se fosse um filme impróprio em horário indevido.

Calça. Onde estava minha calça?

Eu a encontrei no chão, junto com a calcinha. Peguei as duas como quem recolhe provas de um crime. Fui vestir a calcinha primeiro, porque prioridades, e a realidade ficou ainda mais real.

O sutiã… o sutiã tinha desaparecido.

Eu olhei em volta como se ele pudesse responder por mim.

Então vi.

O sutiã estava preso… embaixo da perna de Logan. Claro. Porque meu universo tem senso de humor.

Eu me agachei, devagar, com o cuidado de uma criminosa profissional. Puxei uma alça. Nada.

Puxei de novo, um pouco mais.

Ele mexeu.

Meu coração subiu pra garganta.

“Não, não, não…”

Puxei com mais força.

O sutiã soltou de repente — e eu, desequilibrada, fui pra trás como um saco de batata, batendo a bunda no chão com um barulho muito mais alto do que qualquer som deveria ser às… seja lá que horas fossem.

Eu congelei. Imóvel. Respirando baixinho como se eu pudesse convencer o universo de que aquilo não aconteceu.

Um segundo.

Dois.

E então a voz dele, rouca e sonolenta, cortou o silêncio:

— Mareu?

Eu fechei os olhos, desesperada.

Se eu fingisse com convicção suficiente, talvez a realidade tivesse vergonha e voltasse atrás.

— Shhh — eu sussurrei.

— Mareu? — ele repetiu, mais desperto.

Eu levantei a mão, apontando pra ele como se estivesse hipnotizando um animal selvagem.

— Você… você tá sonhando.

Houve uma pausa.

— O quê?

— Sonhando — eu repeti, com firmeza, como se fosse óbvio. — Um sonho muito… vívido. E safado. Com a Mareu. Mas não é real.

Silêncio. A respiração dele mudou, como se ele estivesse sorrindo sem admitir.

— Então eu sonhei que você estava aqui — ele disse, e a voz estava perigosamente calma.

— Sim. Sonhou. — Eu me levantei, ajeitando a calça rápido demais, sem nem respirar direito. — Agora volta a dormir. Porque o sonho acabou.

— Curioso — ele murmurou.

Eu congelei de novo.

— Curioso o quê?

Capítulo 44 1

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