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Divorciada No Dia Do Meu Casamento romance Capítulo 335

— Docinho, não chore, não chore, calma. Conte para a Dona Sandra, o que foi que aconteceu?

Entre soluços, Diogo relatou a ela, vagarosa e intermitentemente, os acontecimentos recentes de sua vida.

— A minha mãe, do nada, descobriu que tem uma doença no sangue. Ela precisa de um transplante de medula óssea, e já até encontraram um doador compatível.

— Mas a família da pessoa disse que não faria a doação de graça. Teríamos de pagar pela doação, fora todas as despesas médicas, isso passa de quatro milhões de reais.

— Dona Sandra, aquelas coisas todas que você me deu, eu guardo todas como se fossem os tesouros da minha vida, com o maior dos zelos. A verdade é que não tenho coragem de vender nada daquilo, mas cheguei a um ponto onde não encontro mais saídas. É da minha mãe que estou falando, a mulher que me deu à luz, e eu não suporto vê-la morrer na minha frente! Ela ainda é tão nova, ainda há tanto que aproveitar na vida...

Por ser mulher, e, principalmente, uma mãe, Sandra logo se emocionou com os lamentos carregados da tamanha devoção filial, amolecendo seu coração empedernido.

— Meu menino... Eu entendo o seu aperto. Mas essas coisas são só bens materiais. Se for necessário vendê-las, então que assim seja.

Limpando uma lágrima fugaz, questionou:

— De quanto você precisa?

Diogo disse:

— Dois milhões e oitocentos. Conseguimos juntar um milhão e duzentos, minha família, minhas duas irmãs e até mesmo parentes que já nos deviam algo, nós arrastamos centavo por centavo para alcançar aquilo tudo... e não havendo mais como conseguir mais nada, eu vim lhe procurar.

Ou seja, Diogo Jardim queria lhe pedir emprestado dois milhões e oitocentos mil.

As lágrimas de Sandra secaram abruptamente.

Sequer havia conseguido levantar dinheiro o suficiente para as despesas do seu próprio velho. Onde ela encontraria dois milhões e oitocentos mil?

Sandra mordeu o lábio inferior, sem derramar mais nenhuma lágrima.

O problema não era não querer ajudar, ela simplesmente não tinha os meios para fazê-lo.

Diogo notou a hesitação por parte dela, beliscou dolorosamente sua coxa e mordeu os lábios intensamente, esforçando-se para não continuar chorando.

Seus ombros sacudiram violentamente.

— Não tem problema... Dona Sandra, eu entendo que tem os seus problemas. Vou tentar achar uma maneira sozinho...

Dizendo isso, arremessou o celular sobre a mesa, indo em direção ao seu guarda-roupa.

Retirou de dentro um par de meias brancas, junto de trajes esportivos de cores claras, os quais trocou apressadamente de frente para a câmera.

Sandra, observando da outra ponta, transpareceu aflição.

— O... O que você pensa que está fazendo?

As entranhas de Diogo pareciam estar arruinadas.

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