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Doce Pecado romance Capítulo 37

Paulo Niko Sankyo

-Bora Paulo, em vez de olhar pra bunda da Sabrina, tô esperando você completar as duzentas flexões.-Grita Bruna rindo.

Pego no flagra. Confesso... Eu estava olhando para a bunda da minha mulher enquanto ela fazia agachamento.

Eu estou me sentindo um tarado. Não posso olhar para este corpo que me perco.

-Não ferra Bruna…

Sabrina começa a rir e termina o exercício.

-Não vou mais te desconcentrar mestre. -Ela diz toda serelepe.

Hoje ela escolheu pra treinar um shortinho e um top. Claro que eu vou voar bastante vezes durante o treino.

-A culpa é dela... Isso é roupa que ela escolhe pra treinar?

-Tem que fazer igual ao Arthur, escolha a roupa por ela…

-Vai me dizer que você escolhe pelos seus?

-No começo até tentei... Às vezes parece que sou a submissa.

Eu gargalho dela. Termino as flexões e deito no chão.

-Tô arrasado, Bianca! Nem era pra ter feito isso tudo, queria de sair de uma distensão do músculo das costas.

-Quem manda jogar tênis sem fazer elasticidade antes? Quando a tia Bianca diz que o alongamento é importante, vocês riem da minha cara.

-Tia Bianca?!?!!

Sabrina solta uma gargalhada.

-Isso... Tia Bianca... Vocês me dão licença, mas eu preciso ir embora.

-Não quero ficar pra jantar Bianca. Fiz lasanha.

-Ahhhhhhh, vocês não tem juízo né! Acabaram de fazer um treino pesado e vão se empanturrar de lasanha? Deus me dê paciência…

Sai ela reclamando pelas curvas.

-Você fez lasanha?

Falo me aproxima dela que continua apoiada na parede.

-Sim mestre, hoje é sexta feira, então podemos começar a comilança.

Eu solto uma gargalhada.

Nossa semana foi legal... Bem legal. Estamos mais unidos do que antes... Com muita cumplicidade envolvida. Resolvi esquecer o assunto interno, por enquanto... Daqui a um tempo eu retorno ao assunto para ver o que ela vai dizer... Bernardo tinha razão, eu preciso dar um tempo.

Beijo sua boca e falo.

-Tem razão, hoje é sexta... O que me leva a outro assunto?

-Qual mestre?

-Amanhã não seguiu, não vai ter tênis, porque Arthur está ocupado... Então podemos acordar tarde... O que nos leva a outro assunto... -Eu beijo seu ombro e lambo o local salgado de suor.Ela suspira e fica ruborizada.

-Qual mestre?

-Que podemos brincar hoje... Está a fim de brincar Sabrina?

Lambo seus ombros e ela automaticamente inclina a cabeça para me dar mais espaço em seu pescoço.

-Estou muito afim mestre.

-Que bom Hani... Vamos tomar banho de jacuzzi, depois da maratona da Bianca?

-Vamos mestre... -Ela desculpe.

-Enquanto você põe a lasanha no fogo e pega roupões lá em cima, vou pôr a jacuzzi para encher.

-Sim mestre.

Ela me dá um selinho e sai correndo para cima igual uma menina serelepe e eu começo a rir.

É tão fácil conviver com ela...

É uma moleca carente... Na maioria das vezes ela só quer atenção. E se eu me dedicar a dar atenção, ela me dá tudo em dobro.

Nunca imaginei que conviver com uma mulher como ela seria tão fácil.A bastante tempo não é tão fácil...

Enquanto enche a jacuzzi, tiro a roupa e tomo uma chuveirada no banheiro da academia.

Quando estou indo para uma jacuzzi já encontro ela sem roupa dentro da água.

-Já está aí…

-Sim mestre, a água está tão quentinha. Entro e me sento dentro da jacuzzi a puxando para ficar na minha frente.

-Como foi seu dia?

-Foi bom, fui na floricultura com Zefa, depois fomos no mercado e depois passamos no shopping. Ela foi comprar um presente para a filha e eu fui relatar minhas calcinhas.

Eu solto uma gargalhada!

Eu confesso mais uma vez... Eu roubei a maioria das calcinhas... É um fetiche! Não me julguem. Tenho todas guardadas numa gaveta do meu closet, e não só dela... Diga-se de passagem...

De vez em quando as olho, toco...

E isso me dá uma sensação de paz.

Não vão querer analisar um dominador e seus fetiches... Por favor! Porque quebrar vão a cabeça e vão continuar vocês não entendendo meu ponto de vista.

Só sei que gosto de colecionar calcinhas de minhas submissas!

-E depois?

Também seus ombros nus…

-Voltamos para casa e ela fez um almoço delicinha. De tarde arrumei minhas coisas, e desejei aquele livro que eu estava lendo.

-Aquele dos casais que se pegam?

-Esses mesmos…

- E como terminou?

-Quer spoiler, mestre?

-Quero…

-Não mestre, o senhor disse que ia ler…

-Não tenho muito tempo pra ler…

-Ler um pouquinho antes de dormir…

-Antes de dormir eu te fodo... E não vou trocar isso para ler um livro.

Ela solta uma gargalhada.

-Ta bom, eles terminam juntos. Só vou contar isso…

-Mas aí eu já sabia…

-Se content com esse resumo até o mestre ler.

-OK! O que fazer vamos amanhã... Desde que você chegou não saímos juntos…

-O que o Senhor quer fazer?

-Podemos ir ao cinema…

-Podemos mestre... Eu ia adorar...

-Domingo vamos almoçar na casa dos meus pais.

Ela começa a tossir descontroladamente.

-Ei tudo bem?!?

Bato nas costas dela. Ela parece está engasgada…

Bato mais um pouco, seu rosto vai voltar para o cor normal e ela vai se acalmar.

-O que houve?

-Me engasguei com a saliva.

-Tudo porque disse que vamos na casa de meus pais?

-Sim mestre... Eu não esperava...

-Você é minha submissa Sabrina... Não escondo nada de meus pais... Eles sabem que eu estou com uma nova menina. Querem te conhecer. Inclusive... -ponho ela de frente para mim em meu colo.- D. ​​Paula quer te ensinar a fazer ikebana.

Alguém abriu a boca para ela, dizendo que você quer aprender.

Ela confirma com a cabeça.

Sei que este compartilhamento vai ser difícil, para mim, para ela e para o Arthur. Ela com certeza vai se sentir constrangida e o Arthur também, e eu vou sempre ficar na dúvida se não está rolando nada. É cedo para isso, nossa relação não está tão segura assim…

Então neste momento, eu tomei uma decisão. Não quero que Arthur transe com ela nessa festa em específico. Mas vou ficar na minha e só conversar com ele na hora, porque se eu começar a tocar nesse assunto agora, vai ficar um clima chato para ele e para ela. Eu não quero isso.

Nós sempre combinamos isso na hora. Então não vai ser diferente.

Como o último pedaço de lasanha do meu prato e suspiro limpando a boca e bebendo vinho.

- Depois que arrumamos a cozinha, vamos assistir um pouco de tv...

Preciso dar um tempo... Comi demais...-Eu falo me sentindo empanturrado.

Ela cozinha muito bem... Tem um talento nato para a cozinha.

Ela é perfeita! Até seus defeitos não me incomodam. É a relação mais fácil que tive até hoje.

- Quer um chá mestre? Hortelã com louro é ótimo para digestão.

-Quero sim, só não sei se tem…

- Tem sim, eu comprei hoje. Às vezes me sinto empanturrada também.

Arrumamos a cozinha toda, botamos a louça na máquina de lavar e ela fez o chá.

Veja bem... arrumamos junto... eu já esqueci qual foi a primeira vez que eu ajudei uma submissa minha, arrumar a cozinha, mas com ela tudo parecia excitante de se fazer. Depois que terminamos, fomos para a sala e nos sentamos com a caneca de chá na mão.

Boto no seriado que sempre vemos. E ela senta ao meu lado...

Eu a trago para o meu peito e fico ali por um tempo...É sempre muito confortável fazer as coisas ao seu lado... Eu tô curtindo muito isso, e se um dia eu tiver que abrir mão, eu vou sentir, mais do que já senti das outras vezes.

Uma relação Bdsm não é assim. Se fosse em outras épocas eu estaria no escritório terminando algum trabalho, ou no meu quarto assistindo tv sozinho. Ela terminaria suas tarefas e iria para seu quarto para se aprontar para dormir.

No horário de dormir eu passaria lá. Poderia rolar algo, ou um boquete ou até uma chupada naquela boceta gostosa, dependendo do dia. Ficaria até ela adormecer e voltaria para o meu quarto, porque no dia seguinte teria trabalho no hospital.

Às vezes pra sair da rotina usaria seu corpo algumas vezes ao dia, jogaria algum jogo de pet play. E aos finais de semana, ficava por conta da sessão no quarto de jogos.

Essa seria uma relação Bdsm normal. Do meu jeito..

Não ficar de chamego deitado na sala, assistindo tv antes de dormir. Sem nenhuma conotação sexual. Um comportamento exclusivo de uma relação baunilha.

Minhas submissas não jantavam comigo e nem almoçavam. Elas faziam isso no balcão da cozinha meia hora antes de mim, para que pudessem me servir da forma que devia ser. Essa era uma das regras que fazia questão. A refeição única que fazia comigo era o café da manhã. Porque era uma refeição que eu gostava de ter companhia. E isso chorou porque, na maioria das vezes, as conversas eram chatas e sem fundamento. Gostava de saborear uma refeição em silêncio. Gostava da minha solidão nestes momentos.

Agora com Sabrina, consegui manter isso apenas nos primeiros dias. E as tarefas domésticas eu a ajudava na maioria das vezes, porque gostava de ficar perto observando fazer as coisas.

Tudo foi muito mudado…

Minhas atitudes e o que eu achava que gostava, deixavam de fazer sentido.

Gostar da servidão é um dos maiores prazeres que eu encontro no bdsm. Gosto de servir, gosto de ver o outro me paparicando e cuidando de mim. É uma das vertentes que mais sigo no bdsm.

Mas por incrível que tentei também estou gostando de servir... De proporcionar esses momentos. De cuidar, de ter ela por perto, não só nas relações sexuais.

E isso é inédito!

Nunca tive problema com relações baunilhas, tanto que na minha vida elas sempre estiveram presentes como coadjuvantes, quando queria sair da rotina, mesmo praticando Bdsm. E isso não é uma regra…

Existem muitos dominadores que não gostam nem de ouvir essa palavra... Que relações assim não fazem o gênero dele.

Nunca foi minha preferida, mas com Sabrina começou a ter uma outra conotação.

Com Sabrina era tudo diferente!

Me levanto do sofá com ela ainda em meus braços e digo…

-Vamos subir... Está na hora.

Não quero pensar nessas coisas agora. Eu só quero voltar com as coisas normais. E uma boa maneira de fazer isso é jogando.

Lembrando que eu sou um Dominador, não um namorado…

Tirando tudo dela numa sala de jogos.

Porque é isso que me dá prazer!

Sempre foi…

-Vamos para a sala de jogos hanī... Está na hora de você me pagar por todo carinho que te dei hoje…

-Sim, meu mestre!

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