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Doce Pecado romance Capítulo 84

Sabrina Becker

Acordo com o despertador.

Dou um gemido.

Não dormi quase nada. Depois que arrumei a cozinha e subi para meu quarto eu tive que lidar com uma crise de choro daquelas.

Demorou para acontecer.Era para ter acontecido quando eu descobri a gaveta de calcinhas.Às emoções foram tão fortes que quase não consegui me controlar.Sentir raiva, dor no coração, frustração, raiva de novo, sentimento de perda, ódio... Eu cheguei a pegar o telefone para comunicar a ele que desistia do contrato!

Mas em vez disso resolvi ligar para a minha terapeuta. E ela me ajudou a digerir toda aquela história.

Eu estou confusa! Muito confusa! Porque descobri que sou ciumenta. Eu nunca senti essas emoções antes.

De não querer compartilhar a atenção dele com outra submissa. Não digo das meninas num compartilhamento, porque esse tipo de relação não tem nada a ver com dividir a coleira com alguém, por exemplo. São frios e são usados apenas para estimular os envolvidos. Afinal Bdsm é se libertar sexualmente de todo preconceito, que possa existir sobre o diferente.

Tá certa que nunca quis um contrato com uma irmã de coleira, porque eu nunca gostei de dividir. Sempre achei que esse tipo de contrato não me levaria a pessoa com quem eu dividiria a vida. Afinal, está na cara que uma pessoas que não tem a monogamia como escolha, não pensa em ter sentimentos por alguém... claro, salvo apenas alguns casos onde a poligamia envolve sentimentos e é recíproco... Como os trisais por exemplo.

Mais em uma relação de Bdsm, não há isso na poligamia. O que há é um dominador se relacionando com um ou vários submissos. Os submissos não se envolvem entre si, muitos até se odeiam. Já fiquei sabendo de casos escabrosos no internato.

Nunca nenhum dos homens que foram meus dominadores, me despertaram isso. Ódio por saber que eu não sou a única que ele deseja. Raiva por saber que ele empregou uma ex-submissa como sua secretária, e que agora, para meu desespero, está mais do que disponível para lutar por ele comigo, e ter um verdadeiro pânico, em pensar que Melissa possa ter alguma chance com ele. Afinal ela passa o dia todo ao lado dele.

Bom, se eu não estivesse apaixonada, nada disso estaria acontecendo. Eu não teria me importado com a gaveta cheia de calcinhas. E não me importaria se Melissa está dando em cima dele ou não.

Minha terapeuta me sugeriu para que eu fosse racional. Não resta outra alternativa.

Me levanto da cama devagar me sentando, tentando combater a preguiça que sinto.Preciso me levantar, tenho obrigações a cumprir.

Quando escuto alguém coçando a garganta. Acendo o abajur e dou de cara com ele sentado na poltrona de frente para minha cama.

Está apenas com uma calça de pijama, com os cabelos bagunçados, me olhando.

Como eu não percebi ele ali? Tá certo que o quarto estava escuro, mas o seu cheiro está presente no ambiente. Estava tão distraída com os dramas da minha vida, que nem percebi.

-Bom dia mestre! -minha voz sai rouca enquanto eu o olho.

-Bom dia Hanī. Vejo que não dormiu bem, seus olhos estão inchados...

Que nada mestre... É de choro mesmo...

-Não quanto gostaria.

Ele confirma com a cabeça e diz:

-Esta se sentindo bem?

-Sim mestre.

-Venha aqui, você tem obrigações a cumprir, já que hoje é o dia oficial dos jogos... -Começo a me levantar da cama, quando ele diz. -Nao Hanī... De quatro, como uma verdadeira onī.

Bom, se ele queria me deixar animada essa hora da manhã, conseguiu... Porque sinto minha boceta alagar quando ele me chama de onī. Então o dia vai ser assim? Eu serei a sua cadelinha?

Estou precisando mesmo disso... Me dedicar a um jogo. E esquecer meus sentimentos por ele. Ser uma boa cadelinha para ser recompensada no final do dia.

É isso que preciso...

Me ajoelho no chão e vou em sua direção engatinhando.

Ele está encostado no sofá, já retirou a calça de pijama e se tocou me olhando.

Eu dormi nua, então já estou pronta para o que for acontecer.Quando chego perto dele, ele passa a mão nos meu lábios e diz.

-Está apertada para fazer xixi?

-Não, meu mestre.

-Então vem servir seu mestre...

Chupo seu dedo olhando para ele. Ele parece compenetrado observando os movimentos que minha língua faz, em seu dedo.Depois ele chega mais perto e diz.

-Entre as minhas pernas onī.

Me posiciono ali, e ele segura na argola da minha coleira , trazendo meu rosto para perto de se pau.

Ele esfrega ele em minha cara, babando tudo com seu pré-sêmen. Ele está tão duro e seu cheiro está acentuado, a minha vontade é abocanhar ele com vontade. Mais não posso, preciso esperar meu mestre mandar eu fazer.

Ele esfrega mais um pouco...

-Põe a língua pra fora onī...

Eu faço o que ele diz... Igual uma cadela. Ele passa a cabeça do pênis por ela por um tempo e geme com o atrito da língua na sua carne sensível. Depois bate com o pau na minha cara. Eu acabo me esquecendo e recolho a língua, ele me olha com aqueles olhos intensos, balança a cabeça negando e diz...

-Língua para fora, igual uma cachorrinha...

Volto com a língua para a mesma posição.

E ele recomeça a bater com o pênis nas minhas bochechas.

-É uma cadela mesmo, não é? Se eu te tocar aí em baixo deve estar babando igual uma cadela no cio. Você está no cio onī?

Ele agarra meu queixo e aperta ali, lambendo minha bochecha.

-Sim meu mestre...

-Vai dar essa buceta hoje pra mim?

-Sim meu mestre!

-Vai se esfregar no seu mestre hoje, para aliviar a coceirinha do cio, sua cadela?

-Sim meu mestre!

- Não onī.. só quero sua boca e essa língua gostosa nele.

Ele continua me olhando se tocando...Não fala nada... Só me observa... Como se fosse preciso falar algo... Pelo seu olhar eu já vejo sua satisfação em me ver desse jeito...

Destruída pelo seu jogo sujo. E eu amo esse jogo.

Ele escora os dois braços na perna se enclinando e descendo uma das mãos pelos meus seios desnudos e ensopados de baba. Chegando até meu ventre e tocando minhas coxas pela parte de dentro.

-Porque não estou surpreso?

Ele fala rouco ao constatar que a parte de dentro das minhas coxas, estão molhadas do líquido que escorre da minha boceta.

O que posso fazer? É mais forte que eu... Eu amo ser esculachada por ele, como nunca amei por nenhum outro dominador. E ele sabe disso... Ele me conhece melhor do que qualquer outro.

Ele volta a se encostar na poltrona. Lambe os dedos que tocaram na minha coxa, e faz sinal com os mesmos dedos para que eu me aproxime novamente.

Pega de novo meus cabelos fazendo um rabo de cavalo firme, que puxa os cabelos de minha nuca e empurra seu pau novamente goela abaixo...

Me mantém segura numa mesma posição e empurra o quadril, até espirrar seu gozo na minha garganta.

Aperta o meu nariz e diz:

-Engole tudo onī... É seu café da manhã...

Eu faço o que ele manda...

Ele empurra seu pau até espirrar a última gota dentro da minha boca e me solta com a respiração difícil e de olhos fechados.

E eu me sento novamente por cima de meus pés.

Alguns segundos depois ele abre os olhos e me olha...

-Vá se limpar, Sabrina, quando voltar quero que use isto. Esta será sua roupa o dia todo. Cabelos bem presos e não se esqueça de sua coleira.

Ele me estendeu uma sacola de papel e de lá de dentro tiro um harness de corpo inteiro. De couro preto e argolas douradas. E no fundo vejo um plug de rabo. Só que este não é igual ao de gatinho. Esse é branco com uma penugem preta apenas na ponta. Parece um rabo de raposa.

Eu vou ser sua cachorra de harness hoje. Vai ser divertido.

Ele se levanta e começa a sair abrindo a porta e falando de lá.

-Não demore, você ainda precisa servir o café da manhã e tomar ele antes de mim. Hoje minha primeira refeição será feita sozinha.

-Sim meu mestre!

Ele sai sem falar mais nada...

Estou empolgada? Estou...

E vou aproveitar hoje para esquecer um pouco do drama que acompanha Paulo na minha vida, e me dedicar ao básico. No qual eu fui contratada.

Que é satisfazer meu dono...

E nada mais...

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