Sabrina Becker
A tarde foi, no mínimo, interessante. Eu me mantive excitada o dia todo, pra dizer a verdade.
Ele foi frio e calculista no jogo. A todo momento me tratou como uma cachorra, apenas me recompensando com carinho quando eu cumpria as tarefas com louvor. Ele não saiu do personagem, um minuto sequer.
Pra dizer a verdade nem eu.
Eu fui a sua cachorrinha... E com louvor... Ele usou o meu corpo do jeito que quis...
Me masturbou, me lambeu, brincou com meu rabo de raposa, mas em nenhum momento, me deixou gozar.
Eu estava à flor da pele.
Sentia todas as partes do meu corpo sensíveis. Não podia passar os dedos por uma zona erógena, que meu corpo todo ficava ciente.
Ele judiou de mim como pode, e eu me mantive firme fazendo todas as suas vontades.
Agora eu estava me arrumando para a sala de jogos. Fazia uma hora que ele havia me pedido para subir e pôr o figurino que estava em cima da cama, tirando o harness.
Já havíamos jantado. Agora entendi porque Zefa ficou na quarta-feira, o dia todo cozinhando. Já era programação do Paulo para o final de semana. Já estava tudo pronto, e eu não tive nenhum trabalho. Apenas descongelei a comida e servi.
Confesso que senti um alívio quando tirei o harness. Meu corpo estava todo marcado e minhas partes íntimas estavam doloridas por terem ficado pressionadas por duas correntes, mas nada que um banho quente não desse um jeito. Me sinto nova em folha, pronta para recomeçar.
O fogo no rabo é maior do que o desconforto!
O figurino é uma calcinha minúscula preta que provavelmente não verei mais, depois que ele tirar do meu corpo.
Irá para a sua gaveta de troféus.
Merda! Não tem como eu não sentir raiva disso.
Um corselet de couro, que deixa meus seios de fora, todo ajustado no meu tronco. Meias 7/8 pretas e scarpins altíssimos preto. Fiz um rabo de cavalo no cabelo e uma maquiagem com cílios postiços.
Está na hora de ir para a sala de jogos.
Saio do meu quarto e logo abro a porta de vidro. Está gelado aqui dentro e com uma música tocando num volume baixinho.
Me ajoelho na porta e espero. Ele deve estar no quarto ou escritório, já que ele subiu antes de mim.
Aqui não está porque não sinto seu cheiro...
Aguardo mais alguns minutos e ele abre a porta entrando no recinto. Está com uma calça jeans e descalço. Eu não posso levantar a cabeça, então não sei se está de camisa. Seu cheiro fresco toma conta de tudo. Paulo cheira a floresta, chuva e folhas. Eu amo esse cheiro! É o seu perfume natural misturado com o perfume que usa. Um cheiro único e só dele.
-Levante-se onī.
Olho para cima e vejo sua mão estendida para mim.
Começa a tocar no som "pillowtalk" de Zyan ao mesmo tempo que me levanto com sua ajuda. Ele me encaminha para a Cruz de Santo André e diz:
-Hoje vamos brincar aqui.
-Sim, meu mestre.
-Não tire os saltos. -ele diz sério.
Ele se abaixa e começa a prender meus pés nas algemas da cruz.
Depois que termina ele se encaminha para as minhas mãos, as prendendo acima da cabeça com as algemas de couro.
Ele testa para ver se estão bem presas.
Me olha ... Ele está sem camisa e com os cabelos molhados.Ele chega mais perto e passa o nariz pelo meus ombros até chegar a minha coleira. Me olha e faz o mesmo com o ombro esquerdo.
Desce suas mãos pela minha clavícula chegando até meu colo. Eu fecho os olhos e me concentro em seus toques. Minha respiração começa a ficar difícil, reagindo à expectativa de ter ele me penetrando com força.
-Você foi uma ótima oni hoje Sabrina. Não me decepcionou em nenhum momento. Acha que você merece uma recompensa.
-Sim meu mestre!
Ele sorri e se afasta.
E eu continuo ali parada. Escutando a música e imaginando o que ele está fazendo já que minha visão fica limitada num quarto escuro e presa a Cruz.
Vejo ele chegando mais perto e tirando do bolso de sua calça um canivete...
Ele abre a faca e recomeça o caminho da minha clavícula com a ponta.
Sei que ele não vai me cortar, mais o contato da lâmina fria na minha pele pegando fogo, me dá um tremor e eu gemo.
Ele desce com o canivete até meus seios, sem deixar de me olhar um minuto sequer. Passa pelos mamilos rígidos e encosta a lâmina ali. Me fazendo dar um pulo com o metal frio.
Ele continua o caminho pelo meio dos seios e barriga.
Chegando até meu ventre e esfregando na minha virilha a peça de metal.
Eu estremeço de novo. Ele vai até as tiras da calcinha e corta uma, me olhando e lambendo os lábios.
Se aproxima e respira com seu corpo colado ao meu. Sem parar de me olhar sinto o metal da faca deslizar pela lateral do meu quadril e cortar a outra tira da calcinha.
Ele com a outra mão empurra a calcinha rasgada para o meio dos meus grandes lábios e me masturba ali por cima do pano. Mordendo meu pescoço. Eu gemo mais uma vez...
Não sei até quando vou aguentar essa tortura, porque sinto o orgasmo na beirinha, pronto para explodir.
Ele se afasta e puxa com ele, aquilo que alguns segundos atrás era uma calcinha, e que agora, é apenas um trapo.
Ao puxar sinto ela deslizar pelo meu clitóris, e eu gemo mais uma vez fechando os olhos.
Ele fecha o canivete e põe dentro do bolso novamente, sacando outra coisa de lá.
Parece um vibrador, mas como a iluminação está muito fraca não dá para ver direito. Vejo ele puxando um lubrificante também do bolso da calça, encharcando o aparelho.
Ele se abaixa, me penetra com um dedo e diz:
-Nem precisava de lubrificante, você está malditamente molhada.
Ele beija meu monte e começa a encaixar o vibrador. Eu gemo sentindo a invasão. Olho para baixo e vejo que não é um vibrador comum, ele tem algo na ponta que se encaixa no clitóris, cobrindo todo ele. Pode ser que eu esteja enganada, mas aquilo é um sugador...
Só espero que a ordem não seja não gozar, pois vai ser impossível isso não acontecer, neste momento.
Merda!
Depois que ele encaixa tudo, diz:


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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Doce Pecado
Cadê os capítulos...
A leitura não abre... Por quê???...
Cadê os capítulos...