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Ele Teve um Filho com Outra - Casei com o CEO que Ele Odeia romance Capítulo 113

Dante ficou imóvel.

O coração batia tão forte que parecia querer sair do peito. A carta estava ali, nas mãos dela. O envelope amarelo, amassado, as marcas do tempo evidentes.

Ela leu.

Ela sabe.

O medo o paralisou por um segundo. O que ela pensaria? O que ela sentiria? Oito anos guardando aquele sentimento. Oito anos esperando. E agora, ali, diante dela, ele não sabia o que dizer.

Não precisou.

Lorena encurtou a distância entre eles num instante. Correu passos rápidos, decididos e se jogou nos braços dele.

O abraço foi apertado. Firme. Como se ela tivesse medo de que ele desaparecesse.

Dante sentiu o peito prestes a explodir. Os braços dele a envolveram com a mesma força, o rosto enterrado nos cabelos dela, a respiração presa.

Não sabia quanto tempo ficaram assim. Segundos. Minutos. Não importava.

Ele queria poder parar o tempo naquele abraço.

Lorena sentia o coração bater junto com o de Dante. O cheiro dele, almíscar, madeira, algo que ela não sabia nomear, tinha aroma de lar.

Lar.

Ela se afastou um pouco, apenas o suficiente para olhar nos olhos dele.

Dante não disse nada. Não precisava. Os olhos dele perguntavam. Os dela respondiam.

E então, como se fosse a coisa mais natural do mundo, eles se entregaram.

O beijo veio como uma resposta, não às perguntas, mas a tudo o que ficou guardado por tanto tempo.

Dante a beijou como se o mundo fosse acabar. Como se os oito anos de esperança, solidão e amor silencioso coubessem naquele único instante. Não havia hesitação em seus lábios, apenas entrega. A mão dele subiu para a nuca dela, os dedos se enroscando nos cabelos, puxando-a para mais perto, como se o beijo ainda não fosse o suficiente.

O outro braço apertou a cintura dela, colando seus corpos num abraço que transcendia o físico.

Lorena sentiu cada centímetro da pele arrepiar. Os lábios dele eram quentes, macios, mas a urgência por trás deles era avassaladora como se ele estivesse bebendo dela depois de uma vida inteira de sede.

Ele não pedia permissão. Ele se entregava. E, ao fazê-lo, fazia com que ela também quisesse se entregar.

- Por que não me contou?

- Porque eu tinha medo - ele admitiu, a voz mais baixa. - Medo de que você não sentisse o mesmo. Medo de te perder antes mesmo de te ter.

Ela abriu os olhos.

- Eu estou aqui agora.

Dante sorriu, um sorriso pequeno, mas verdadeiro.

- Está.

Ele segurou o rosto de Lorena com as duas mãos, os dedos afundando suavemente nos cabelos dela, e voltou a encontrar seus lábios.

Foi um beijo diferente do primeiro mais lento, mais profundo. Os lábios dele se moveram contra os dela com uma delicadeza que doía de tão doce.

Lorena fechou os olhos e se deixou ficar.

Ali, naquele beijo, ela entendeu o que Dante tentava dizer há tanto tempo. Não com palavras, mas com cada gesto, cada cuidado, cada escolha silenciosa. Ele nunca precisou declarar seu amor em voz alta. Ele demonstrava. Todos os dias. De todas as formas.

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