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Ele Teve um Filho com Outra - Casei com o CEO que Ele Odeia romance Capítulo 122

O fim do expediente na Nexus Tech tinha um ritmo próprio de telas escurecendo, o barulho surdo de cadeiras sendo empurradas.

Lorena pegou a bolsa e saiu discando enquanto ainda estava no elevador.

A mãe atendeu no segundo toque.

- Mãe, tô saindo agora da empresa. Amanhã eu chego cedo ai.

- Ainda bem. Eu tava preocupada que você fosse ligar cancelando.

- Mãe. - Lorena riu. - Eu não ia cancelar.

- Amanhã cedo eu pego a estrada.

- Tô te segurando na palavra. - A voz da mãe ficou mais animada. - Falei pra sua tia que você vem, ela já está fazendo compota de goiaba. Me perguntou que tipo de doce seu marido gosta.

- Ah, o Dante não come muito açúcar.

Uma pausa curta do outro lado.

- Não come açúcar?

- Bom, então vou dizer pra sua tia que faça qualquer uma. Porque se o marido não come, nossa formiguinha aqui come pelos dois.

Lorena riu, relaxada.

- Quem é formiguinha?

- Você, desde que nasceu. Não me venha com essa.

O elevador abriu no térreo.

Lorena atravessou o saguão com o telefone no ouvido, a bolsa no ombro, o passo leve de quem já estava mentalmente em casa.

- E o Dante não vem não? - a mãe perguntou, o tom mudando levemente, aquele jeito de quem já sabe a resposta mas pergunta assim mesmo.

- Não, ele tá viajando a trabalho. Por isso aproveitei pra marcar.

- Que pena. Seu pai queria conhecer ele direito.

- Vocês querem interrogar ele que eu sei.

- Saber as intenções dele direitinho não é interrogatório. É diligência.

- Mãe...

- Você é minha filha. Deixa eu ser mãe em paz.

Lorena foi empurrada para dentro. A porta fechou.

O veículo começou a se mover antes que os olhos dela se adaptassem ao escuro. Ela tentou localizar os homens, contar quantos eram, identificar alguma saída.

Não entra em pânico.

Fácil de pensar. Mais difícil quando os pulmões começavam a esquecer o ritmo. Ela forçou uma respiração lenta, contou até três, soltou devagar

A bolsa ainda estava no ombro. Ela moveu a mão devagar em direção ao zíper.

- Quietinha - disse o homem ao lado, ao perceber seus movimentos.

Lorena hesitou.

Ele tirou a bolsa do alcance dela sem esforço.

Ela ficou olhando para as próprias mãos no colo. Ela podia escutar o telefone tocando sem parar. A mãe já deveria estar em pânico.

A van virou numa rua que ela não reconheceu.

E o pensamento chegou devagar, com um peso que não havia forma de ignorar

Rafael.

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