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Ele Teve um Filho com Outra - Casei com o CEO que Ele Odeia romance Capítulo 153

A chegada de Lorena ao escritório não foi exatamente bem recebida.

O escritório de Bruno era relativamente novo no mercado, mas já tinha construído uma reputação sólida. Parte desse prestígio vinha do rigor com que selecionavam seus profissionais.

Os processos seletivos eram conhecidos por serem quase tão difíceis quanto concursos.

Provas práticas.

Entrevistas técnicas.

Análises de casos.

Dinâmicas.

Alguns candidatos passavam meses tentando uma vaga.

Por isso, quando Lorena apareceu numa segunda-feira ocupando uma mesa na equipe jurídica sem ter participado de nenhuma etapa do processo, os comentários começaram imediatamente.

- Então é ela? - cochichou um dos assistentes ao vê-la passar.

- A indicação do doutor Bruno.

- Não sabia que ele fazia contratações por indicação.

- Nem eu.

Lorena ouviu parte da conversa, mas fingiu não perceber.

Já estava acostumada.

Desde que aceitou a proposta do Bruno, sabia exatamente o que as pessoas pensariam.

Que estava ali por favoritismo.

Que alguém havia aberto uma exceção para ela.

Que não merecia a vaga.

Nos primeiros dias, quase ninguém fazia esforço para esconder a desconfiança.

Quando ela fazia perguntas, as respostas eram curtas.

Quando apresentava sugestões, eram ignoradas.

Quando chegava à copa, as conversas frequentemente morriam.

A única coisa que ela podia fazer era trabalhar.

Então trabalhou.

Chegava antes de todos.

Ia embora depois da maioria.

Lia processos durante o almoço.

Revisava contratos duas vezes.

Conferia jurisprudências três.

Enquanto os outros discutiam como ela havia conseguido a vaga, Lorena estudava.

Duas semanas depois, o primeiro comentário diferente surgiu.

- Quem organizou esse material do caso Ferreira? - perguntou um advogado sênior durante uma reunião.

Ninguém respondeu imediatamente.

- Foi a Lorena - disse Beto.

O advogado ergueu as sobrancelhas.

- Sério?

Folheou o documento mais uma vez.

- Está muito bom.

Lorena ouviu o elogio em silêncio.

Mas percebeu alguns olhares mudando.

Pouco a pouco, o mesmo começou a acontecer em outros casos.

Um parecer.

Uma pesquisa.

Uma minuta.

Depois outra.

E outra.

Até que os elogios começaram a surgir por conta própria.

- Você viu a fundamentação que ela fez naquele recurso?

- Vi.

- Achei que o doutor Bruno tivesse exagerado quando contratou ela.

- Eu também.

- Pelo visto, não exagerou.

A resistência foi desaparecendo.

O respeito veio primeiro.

A admiração depois.

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