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Ele Teve um Filho com Outra - Casei com o CEO que Ele Odeia romance Capítulo 155

Dante decidiu passar uns dias fora.

Uma viagem de negócios, disse. Negociações com fornecedores no exterior. Lorena não questionou. Ajudou a fazer a mala, escolheu as roupas, dobrou as camisas com o capricho de sempre.

- Quantos dias? - perguntou, enquanto fechava a mala.

- Uma semana, talvez.

Ele continuou dobrando o passaporte sem olhar para ela.

Lorena franziu a testa.

Normalmente, Dante falava de viagens como uma criança falando de férias. Contava horários, mostrava reservas, reclamava do avião antes mesmo de embarcar.

Dessa vez, parecia apenas querer ir embora.

A frieza começou ali.

Nos primeiros dias, Lorena tentou manter a rotina. Mandava bom dia, perguntava como estava a viagem, enviava fotos das coisas que via no caminho para o trabalho.

Dante respondia com "hum", "ok", "bom".

Monossílabos.

Nunca iniciava uma conversa. Nunca perguntava como ela estava. Nunca contava o que tinha visto, o que tinha comido, se estava com saudade.

Antes, ele ligava à toa. Só para ouvir a voz dela. Só para compartilhar um arco-íris que tinha visto no horizonte. Só para perguntar se ela já tinha almoçado.

Agora, o silêncio.

Lorena olhava para o celular, esperando.

Nada.

No terceiro dia, ela ligou.

- Alô?

- Oi - disse ela, animada. - Como estão as coisas por aí?

- Correndo.

- Conseguiu fechar o contrato?

- Ainda não.

Uma pausa.

- Você está bem? - perguntou ela.

- Estou.

- Parece cansado.

- É o fuso.

Outra pausa.

- Estou sentindo sua falta - confessou.

O silêncio do outro lado durou um segundo. Depois outro.

- Preciso ir. A reunião vai começar.

- Dante…

- Depois a gente se fala.

Ele desligou.

Lorena ficou com o telefone na mão, ouvindo o som da linha vazia.

O que está acontecendo?

No quarto dia, ela mandou uma mensagem.

Lorena: Bom dia. Dormiu bem?

A resposta veio duas horas depois.

Dante: Sim.

Ela esperou mais alguma coisa. Não veio.

No quinto dia, a saudade apertou. Ela ligou de novo.

- Oi - disse.

- Oi.

- Consegue falar um pouco?

- Tô no meio de uma reunião.

- Ah, desculpa. Depois você me liga?

- Hum.

Ele não ligou.

Naquela noite, Lorena jantou sozinha. A mesa estava posta para um. O vinho na taça. A comida quente. O silêncio.

É assim que começa? pensou. O silêncio. A distância. A falta de vontade.

Ela já tinha visto esse filme antes. Com Rafael, o silêncio tinha vindo acompanhado de controle, de ciúmes, de noites em claro esperando ele voltar para casa.

No sexto dia, Lorena já não dormia direito.

Ela adormecia exausta e acordava uma hora depois, procurando o celular no escuro.

Nenhuma mensagem.

Nenhuma ligação.

Nenhuma explicação.

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