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Ele Teve um Filho com Outra - Casei com o CEO que Ele Odeia romance Capítulo 156

O voo de Dante aterrissou no fim da tarde.

Lorena estava no saguão de desembarque quando ele apareceu. Esperou que o rosto dele iluminasse ao vê-la como acontecia antes. Que os olhos cansados encontrassem os dela e, por um segundo, o cansaço desaparecesse.

Não foi o que aconteceu.

Dante a viu. Seus olhos passaram por ela como se ela fosse parte da paisagem. O rosto fechado, a expressão dura, os ombros tensos.

- Oi - ela disse, aproximando-se.

- Oi.

Não a beijou. Não tocou seu rosto. Não segurou sua mão.

Apenas passou direto, em direção à saída.

Lorena sentiu o gelo.

No carro, o silêncio era insuportável.

Dante não olhava para ela. Os olhos fixos na estrada, as mãos no volante, a mandíbula travada. Lorena tentou puxar conversa.

- Como foi a viagem?

- Bem.

- Conseguiu fechar os contratos?

- Sim.

Uma pausa.

- Senti sua falta.

Ele não respondeu.

O aperto no peito de Lorena ficou mais forte.

- Dante… o que está acontecendo?

- Nada.

- Você está estranho.

- Estou cansado.

- Não é só cansaço.

Ele não respondeu.

O carro parou em frente a garagem da mansão. O controle do portão elétrico falhou, Dante abriu a janela e um dos seguranças fez um sinal que iria abrir pra ele. O silêncio voltou, mais pesado do que nunca.

Enquanto esperavam, Lorena não se conteve mais.

- Dante.

Ele virou um pouco o rosto para ela.

- Eu preciso saber o que está acontecendo - ela disse, a voz falhando. - Você mal fala comigo. Não me olha. Não me toca. Passou uma semana fora e mal respondeu minhas mensagens.

- Eu estava trabalhando.

- Você sempre trabalhou, e nunca foi assim.

Dante se virou.

O olhar estava diferente. Não era o homem que a beijava na cozinha pela manhã. Não era o homem que a puxava para o colo no escritório.

Era um estranho.

- Se você não me ama mais - Lorena disse, a voz tremendo - então me fala.

Dante congelou.

Por um segundo, apenas a encarou.

Lorena sentiu os olhos queimarem.

Não podia continuar ali.

Não conseguia.

Antes que as lágrimas caíssem, abriu a porta do carro.

O ar frio da tarde atingiu seu rosto.

- Lorena...

Ela fingiu não ouvir.

Precisava se afastar.

Precisava respirar.

Deu alguns passos pela rua silenciosa, abraçando os próprios braços como se pudesse impedir o coração de se partir.

Atrás dela, ouviu a porta do carro bater.

Dante vinha atrás.

- O quê? - O rosto dele contraiu-se em uma expressão que ela não soube nomear. Não era raiva. Não era tristeza. Era algo pior uma dor que ele estava segurando há dias.

- Eu posso aceitar. Vai doer, mas eu aceito. Só não continua fazendo isso comigo.

A garganta dela queimava.

- Eu não aguento mais não saber o que está acontecendo.

Dante soltou uma risada curta.

Sem humor.

Sem alegria.

Só cansaço.

- Você acha que eu não amo você?

- Então por que está me tratando assim?

A pergunta ficou suspensa entre os dois.

O vento da tarde atravessou a rua silenciosa.

Dante desviou o olhar.

Passou a mão pelo rosto.

E, pela primeira vez desde que voltou, pareceu derrotado.

- Porque eu não sabia como olhar para você sem pensar nisso.

Ele tirou o celular do bolso.

Alguns toques.

Então estendeu a tela para ela.

- Nisso.

Lorena pegou o aparelho.

Olhou.

E sentiu o sangue abandonar seu rosto.

A foto.

Ela e Bruno.

Muito próximos.

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