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Ele Teve um Filho com Outra - Casei com o CEO que Ele Odeia romance Capítulo 157

Lorena não pensou.

O corpo se moveu antes do cérebro, os braços se estendendo, os dedos fechando no tecido do paletó de Dante com uma força que ela nem sabia que tinha.

Ela empurrou.

Ele foi jogado para o lado.

O impacto foi seco.

O som do metal contra o corpo ecoou pela rua silenciosa antes mesmo que Lorena entendesse o que havia acontecido. Ela sentiu primeiro o choque - uma pancada surda no quadril, na perna, no ombro. Depois o atrito brutal do asfalto contra a pele, rasgando a roupa, raspando a carne. Depois o frio.

O frio do chão.

O frio do sangue que começava a escorrer.

Ela não viu o carro se afastar. Não viu a placa. Não viu o rosto de quem estava dirigindo.

Só viu o céu.

O céu se vestia de azul escuro, aquele azul que vem antes do preto total, quando o dia já desistiu de lutar e a noite ainda não começou de verdade, e, na periferia da visão, a silhueta de Dante se levantando do chão onde ele havia caído.

- Lorena!

O grito dele foi a última coisa que ela ouviu antes do escuro.

Dante levantou como um homem possuído.

As mãos estavam arranhadas. O joelho direito doía. Mas ele não sentiu nada.

Correu.

Seu coração parou no instante em que ele a viu.

Lorena estava deitada de lado no asfalto, o vestido manchado de vermelho. O sangue escorria da perna primeiro, depois do braço, depois de algum lugar na cabeça que ele não conseguia identificar. Os olhos estavam fechados. A boca, entreaberta.

- Lorena!

Ele se ajoelhou ao lado dela, as mãos tremendo.

- Lorena, acorda! Por favor, acorda!

Não mexeu nela. Não ousou. Lembrava de alguma coisa que tinha lido uma vez não mover ferido em acidente. Mas o sangue continuava escorrendo, e a palidez do rosto dela era a pior coisa que ele já tinha visto.

- Não - sussurrou. - Não, não, não...

Os seguranças chegaram correndo. Um deles já estava ao telefone, chamando uma ambulância. O outro se ajoelhou ao lado de Dante, examinando os ferimentos de Lorena com olhos que já tinham visto aquilo antes.

- A ambulância está a caminho - disse.

Dante não respondeu.

Apenas segurou a mão de Lorena. As unhas dele cravavam a palma dela sem sentir.

- Eu estou aqui - ele sussurrou. - Eu estou aqui. Não vai acontecer nada.

Não sabia se falava para ela ou para si mesmo.

A ambulância levou doze minutos para chegar.

Doze minutos que Dante jamais esqueceria.

Os paramédicos trabalharam rápido, estancando o sangramento, imobilizando os membros, colocando Lorena em uma maca. O rosto dela continuava pálido. Os lábios, arroxeados.

Dante entrou na ambulância sem que ninguém precisasse convidá-lo.

As sirenes ligaram. A cidade se abriu para dar passagem.

No caminho, uma das paramédicas tentou fazer perguntas.

- Ela tem alguma alergia?

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