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Ele Teve um Filho com Outra - Casei com o CEO que Ele Odeia romance Capítulo 161

Dr. Almeida ajeitou os óculos e consultou os exames mais uma vez.

- Existe uma possibilidade - disse por fim. - O tratamento com células-tronco pode ajudar a reparar parte dos danos que o acidente causou ao seu útero.

Lorena prendeu a respiração.

Dante apertou sua mão.

- Como funciona? - perguntou.

- Nós coletamos células da própria paciente, preparamos em laboratório e as aplicamos na região lesionada. Em alguns casos, isso permite que o tecido se regenere parcialmente e volte a desempenhar sua função.

O coração de Lorena acelerou.

- Então existe uma chance?

- Existe.

A voz do médico suavizou.

- Mas não há garantias.

- Quais são as chances? - ela perguntou.

Dr. Almeida hesitou por um instante.

- Cerca de quarenta por cento.

O número não era alto.

Mas também não era zero.

Depois de tantos anos ouvindo "impossível", aqueles quarenta por cento pareciam enormes.

Lorena virou o rosto para Dante.

Os olhos marejados.

Cheios de esperança.

- Eu quero tentar.

- Lorena...

- Eu quero tentar.

Desta vez sua voz saiu firme.

Sem medo.

Dante sustentou seu olhar por alguns segundos.

Então assentiu.

- Então nós vamos tentar.

Dr. Almeida fechou a pasta.

- Vou providenciar os exames complementares e a documentação. Assim que a senhora receber alta, podemos começar os preparativos.

O silêncio voltou a ocupar o quarto depois que Dr. Almeida saiu.

Lorena permaneceu alguns segundos olhando para a porta fechada.

Quarenta por cento.

Não era uma garantia.

Nem perto disso.

Mas também não era uma sentença.

Pela primeira vez em muito tempo, alguém havia colocado esperança onde antes só existia dor.

Dante continuava sentado ao lado dela.

Ainda segurando sua mão.

Ela observou o rosto dele.

- Você ficou com medo, não ficou? Quando eu desmascararei a encenação de vocês?

Dante desviou os olhos.

O silêncio respondeu antes dele.

- Eu fiquei.

A voz saiu baixa.

- Eu imaginei que você estivesse tentando me proteger de mais uma decepção, mas não precisa fazer isso no futuro, vamos enfrentar tudo isso juntos por favor.

Ele respirou fundo.

- Desculpa amor, eu nunca mais faço algo assim.

Ela apertou sua mão.

- Obrigada por tentar me proteger.

- Eu não fui capaz de enganar minha linda e inteligente esposa.

Ele deu uma risada sem humor.

Antes que ela pudesse responder, a porta se abriu.

Bruno entrou primeiro.

- Lolô - cumprimentou, com um sorriso aliviado. - Disseram que você estava melhor, mas eu precisava ver com meus próprios olhos.

- Estou viva - ela respondeu, tentando sorrir. - Só um pouco amassada.

Bruno sorriu.

Mas o sorriso desapareceu rapidamente quando seus olhos encontraram os curativos.

A perna imobilizada.

Os hematomas.

Os arranhões.

- Quando me ligaram, achei que fosse desmaiar.

Lorena arqueou uma sobrancelha.

- Você? Desmaiar?

- Claro.

- Mentiroso.

- Tudo bem, não desmaiei.

Mas considerei seriamente processar alguém.

Ela riu.

Era bom.

Depois de tantos dias de tensão, era bom rir.

- Fico feliz em ver que continua fazendo piadas.

- Fico feliz em ver que continua viva.

A resposta veio tão sincera que ela sentiu o coração aquecer.

Bruno aproximou-se da cama.

- Como está se sentindo?

- Como alguém que foi atropelada.

- Justo.

Dante observava os dois conversando.

Dessa vez sem o peso da desconfiança.

Bruno então olhou para a porta.

- Na verdade, eu trouxe alguém.

Lorena franziu a testa.

- Alguém?

- Pode entrar.

Um homem apareceu.

Alto, moreno, elegante, usava jeans escuros e um blazer simples.

Tinha um rosto familiar, muito familiar.

Lorena piscou uma vez, depois outra.

Até que os olhos se arregalaram.

- Não acredito.

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