O carro parou em frente a um arranha-céu no coração financeiro da cidade.
Vidro e aço.
Luzes acesas mesmo naquela hora da noite.
Lorena ergueu o olhar lentamente para o prédio.
A estrutura parecia tocar o céu, refletindo as luzes da cidade como um espelho gigante.
O homem que a salvou desceu primeiro. Caminhou até a porta traseira e a abriu, estendendo a mão novamente.
- Vamos.
Lorena saiu do carro devagar, ainda tentando entender como sua noite havia mudado tão rapidamente.
- Onde estamos? - perguntou.
O homem indicou o topo do prédio com um breve movimento de cabeça.
- Último andar. O presidente está esperando pela senhora.
Como se aquilo explicasse tudo.
Lorena seguiu o gesto com os olhos.
Foi quando viu o nome iluminado na fachada.
Nexus Tech.
O ar pareceu sair de seus pulmões por um segundo.
Lorena conhecia o nome.
Quem não conhecia?
A empresa de tecnologia que surgiu quase do nada e, em poucos anos, dominou o mercado.
Segurança digital.
Inteligência artificial.
Sistemas de monitoramento que governos e grandes corporações disputavam em contratos milionários.
Uma empresa cercada de mistério.
Uma empresa comandada por um homem ainda mais misterioso.
Dante.
Claro que era.
Lorena atravessou a porta de vidro do lobby.
O hall era impressionante.
Mármore escuro polido refletia a iluminação indireta do teto. Um balcão de recepção minimalista ocupava o centro, mas as paredes eram cobertas por telas embutidas que exibiam gráficos, dados e mapas digitais em tempo real.
Tudo ali respirava tecnologia.
Controle.
Poder.
A recepcionista levantou os olhos do tablet.
Ela trocou um rápido olhar com o homem que acompanhava Lorena.
Algo silencioso passou entre os dois.
Reconhecimento.
Sem fazer perguntas, a mulher pegou um crachá e caminhou para fora do balcão.
- Por aqui, por favor, senhora.
Lorena seguiu em silêncio.
Eles pararam diante de um elevador privativo.
A recepcionista tocou na tela ao lado da porta.
As portas se abriram imediatamente.
- Último andar.
O elevador subiu em silêncio absoluto.
Sem música.
Sem anúncios.
Apenas o suave movimento vertical.
Quando as portas se abriram novamente, Lorena encontrou um ambiente completamente diferente.
Era um andar amplo, aberto, quase sem divisórias.
Mas não parecia um escritório comum.
Pelo menos vinte pessoas estavam ali - mesmo naquela hora da noite.
Jovens, em sua maioria.
Alguns usavam fones de ouvido enormes.
Outros estavam inclinados sobre monitores que exibiam linhas infinitas de código.
Um grupo discutia animadamente perto de uma parede inteira coberta de quadros brancos, preenchidos com esquemas complexos e fórmulas incompreensíveis.
Uma garota de cabelo roxo passou por Lorena carregando uma xícara de café e um tablet, sem sequer levantar os olhos.
As luzes de LED coloridas davam ao lugar uma atmosfera quase futurista.
Nada ali lembrava o mundo dos Menezes.
Nada ali lembrava Rafael.
- A presidência é mais ao fundo - disse a recepcionista, apontando.
Lorena assentiu e começou a caminhar.
Passou por monitores cheios de gráficos piscando.
Salas de reunião com paredes de vidro e telas gigantes.
Pessoas discutindo algoritmos como se estivessem falando de futebol.
Tudo ali parecia pulsar com energia.
Com ideias.
Com ambição.
Ela parou diante de uma porta de madeira escura no final do andar.
Sem placa.
Sem identificação.
Apenas uma pequena câmera discreta no canto superior.
A recepcionista bateu duas vezes.
A voz veio de dentro.
Calma.
Grave.
- Pode entrar.
A porta se abriu.
Lorena entrou.
A sala era ampla.
Elegante.
A parede inteira de vidro revelava uma vista deslumbrante da cidade iluminada.
Móveis de design sofisticado ocupavam o espaço com simplicidade calculada.
Telas finas exibiam dados em tempo real.
No centro, uma mesa de reunião de mármore preto.
E atrás dela…
Dante.
Ele estava sentado.
Os olhos fixos nela.
Não sorriu.
Não se levantou.
Apenas a observou.
Como se estivesse esperando aquele momento há muito tempo.
- Senta - disse ele, apontando para uma cadeira.
Lorena permaneceu de pé.
- Não quero sentar.
O olhar dele não mudou.
- Quero respostas.
Dante a estudou por um instante.
A intensidade dos olhos verdes era desconcertante.
- Você quase morreu hoje - disse ele calmamente. - Senta.
Lorena sentiu o peso das palavras.
Sem perceber, acabou obedecendo.
Sentou-se.
- Quem eram aqueles homens?
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Os comentários dos leitores sobre o romance: Ele Teve um Filho com Outra - Casei com o CEO que Ele Odeia