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Ele Teve um Filho com Outra - Casei com o CEO que Ele Odeia romance Capítulo 24

O escritório do Grupo Menezes estava mergulhado em silêncio.

Não o silêncio calmo de fim de expediente.

Era um silêncio pesado. Denso.

O tipo de silêncio que se instala quando todos sabem que algo está prestes a acontecer.

Ou pior.

Quando todos sabem que o chefe está prestes a explodir.

As luzes da cidade brilhavam do outro lado das enormes janelas de vidro. Carros deslizavam pelas avenidas, pessoas voltavam para casa, restaurantes ainda recebiam clientes.

A cidade seguia sua rotina noturna.

Indiferente.

Mas dentro do último andar do edifício Menezes, o tempo parecia parado.

Rafael estava sentado atrás da enorme mesa de madeira escura.

Os olhos fixos na tela do computador.

Como se pudesse forçar alguma informação a aparecer apenas pela força da própria vontade.

A gravata estava frouxa no colarinho.

A camisa, normalmente impecável, agora estava amassada.

A barba começava a aparecer no rosto que ele nem se lembrava de ter barbeado pela manhã.

Ao lado do teclado, um copo de uísque.

O terceiro da noite.

Talvez o quarto.

Rafael já havia parado de contar.

A tela diante dele mostrava mapas, relatórios e registros de localização.

Nada.

Absolutamente nada.

Lorena havia desaparecido.

De novo.

E dessa vez… ninguém conseguia encontrá-la.

A porta do escritório se abriu sem aviso.

Nelson entrou sem bater.

Ele vinha direto da central de monitoramento do prédio, e a expressão em seu rosto dizia tudo antes mesmo que abrisse a boca.

Cansado.

Tenso.

Preocupado.

- Nada.

A palavra pairou no ar como um peso invisível.

Rafael não se moveu.

Não piscou.

Nem sequer desviou os olhos da tela.

Nelson caminhou até a mesa e jogou uma pasta sobre a superfície de madeira.

- Verificamos todas as câmeras da estação - continuou ele. - Revisamos cada minuto do horário.

Rafael finalmente piscou.

- E?

Nelson soltou o ar devagar.

- Ela simplesmente desapareceu.

Rafael virou o rosto lentamente.

Os olhos estavam vermelhos.

Injetados.

- Isso é impossível.

A voz saiu baixa.

Mas havia algo perigoso ali.

Nelson passou a mão pelos cabelos.

- Também achei. Então mandei ampliar as imagens.

Ele abriu a pasta e empurrou algumas fotos impressas pela mesa.

Capturas das câmeras da estação.

Lorena caminhando pela plataforma.

Lorena perto do pilar.

Lorena sendo puxada pelos dois homens.

E então…

Mais nada.

- O ângulo das câmeras não pegou o resto da plataforma - explicou Nelson. - Quando o trem chegou, houve muita movimentação. Ela saiu do campo de visão.

Rafael olhava as imagens como se cada uma fosse uma faca cravada no peito.

Lorena.

Sozinha.

Assustada.

Sendo levada.

Os dedos dele se fecharam lentamente sobre a mesa.

- O celular dela? - perguntou.

- Ainda tentando.

Nelson hesitou antes de continuar.

- O seu pessoal é o melhor nesse tipo de coisa, mas nem o telefone conseguimos invadir ainda.

Rafael levantou os olhos.

- Como assim?

- O sistema está bloqueado.

- Bloqueado por quem?

Nelson sustentou o olhar dele.

- Isso que estamos tentando descobrir.

O silêncio caiu novamente entre os dois.

Pesado.

Rafael virou o copo de uísque de uma vez.

O líquido queimou a garganta, mas ele mal percebeu.

- Será que… - Nelson começou.

Rafael levantou a cabeça.

- Fala.

Nelson respirou fundo.

- Será que alguém chegou primeiro?

A frase pareceu mudar o ar da sala.

Rafael ficou imóvel.

- O que quer dizer com isso?

- Quero dizer - respondeu Nelson com cuidado - que alguém pode ter interceptado o sinal do celular antes de nós.

- Quem?

Nelson demorou alguns segundos antes de responder.

Mas ambos já sabiam.

- Dante.

O nome caiu na sala como uma bomba silenciosa.

Rafael ficou parado.

Vinte e cinco 1

Vinte e cinco 2

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