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Ele Teve um Filho com Outra - Casei com o CEO que Ele Odeia romance Capítulo 25

Rafael irrompeu no último andar do prédio da Nexus Tech.

O elevador mal tinha terminado de abrir quando ele já estava atravessando o corredor.

Passos largos.

Rápidos.

A fúria parecia irradiar dele como calor.

Algumas pessoas no escritório levantaram os olhos dos monitores quando ele atravessou o andar.

Programadores.

Analistas.

Engenheiros.

Gente acostumada a lidar com sistemas complexos, crises digitais e ataques cibernéticos.

Mas nada daquilo os preparava para a tempestade humana que acabara de entrar.

Cabeças se levantaram.

Um rapaz tirou os fones de ouvido.

Uma mulher com cabelo roxo congelou no meio de um gole de café.

Ninguém ali reconheceu Rafael de imediato.

Mas todos reconheceram algo mais universal.

Perigo.

Era impossível não perceber.

Nelson vinha logo atrás, tentando acompanhar o ritmo quase agressivo do amigo.

- Rafael - murmurou ele, baixo, tenso. - Aqui é o território dele, não esquece.

Rafael nem diminuiu o passo.

Nem respondeu.

Os olhos estavam fixos no fundo do andar.

No final do espaço aberto havia um corredor curto.

E no fim dele…

A porta da presidência.

Fechada.

Nelson passou a mão pelos cabelos, já antecipando o desastre.

Rafael não bateu.

Ele simplesmente abriu.

A porta bateu contra a parede com força.

O impacto ecoou pela sala.

Dentro do escritório, o silêncio caiu como uma pedra.

Atrás da mesa de trabalho, Dante estava sentado.

Como se estivesse esperando.

Ele levantou os olhos lentamente.

E quando viu Rafael ali, parado na porta como uma ameaça viva…

Sua expressão não se alterou.

Nenhum sinal de surpresa.

Nenhum traço de preocupação.

Apenas um leve arqueamento de sobrancelha.

Então, muito calmamente, ele falou:

- Acho que o primo não recebeu as lições de boas maneiras do vovô.

Do outro lado da sala, o ar parecia eletrificado.

Rafael avançou alguns passos.

Lentos.

Pesados.

A cada passo, a tensão aumentava.

- Onde ela esta?

A voz dele era baixa.

Controlada.

Mas havia algo perigoso ali.

Algo que avisava que aquele controle estava por um fio.

Dante não se levantou.

Apenas cruzou as mãos sobre a mesa.

- Boa noite para você também, Rafael.

Nelson entrou logo depois, já passando a mão pelo rosto.

- Vamos todos respirar um pouco antes de alguém fazer algo que vai parar na polícia.

Rafael ignorou completamente o amigo.

Os olhos estavam cravados em Dante.

- Eu perguntei onde ela está.

Dante inclinou levemente a cabeça.

Como se estivesse realmente pensando na pergunta.

- Engraçado.

Um sorriso frio apareceu no canto da boca dele.

- Eu pensei que você tivesse vindo perguntar outra coisa.

- Não brinca comigo.

- Não estou brincando.

Dante levantou-se finalmente.

Devagar.

Sem pressa.

Como alguém que tem todo o controle da situação.

Ele contornou a mesa com passos tranquilos.

- Mas se você está procurando alguém…

Ele deu alguns passos pela sala.

O olhar fixo em Rafael.

- Talvez devesse começar procurando a mãe da sua prole.

Rafael ficou completamente imóvel por um segundo.

Um segundo inteiro.

O significado da frase atingiu em cheio.

O ar na sala pareceu desaparecer.

Então a fúria tomou conta.

Ele atravessou a sala em dois passos.

O soco veio rápido.

Forte.

Acertou o rosto de Dante com um estalo seco que ecoou pelo escritório.

A cadeira caiu para trás quando Dante perdeu o equilíbrio.

Nelson soltou um palavrão.

- RAFAEL!

Mas Dante já estava reagindo.

Vinte e seis 1

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