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Ele Teve um Filho com Outra - Casei com o CEO que Ele Odeia romance Capítulo 27

A porta da mansão Menezes foi aberta com tanta força que bateu contra a parede.

O som ecoou pelo enorme hall de entrada como um tiro.

A governanta que organizava flores na mesa central levou um susto tão grande que quase derrubou o vaso de cristal.

- Senhor Rafael…

Ele nem olhou para ela.

Passou direto.

A gravata estava torta, a camisa parcialmente aberta no colarinho. O rosto ainda carregava marcas da briga - um leve inchaço no maxilar e um corte pequeno perto da sobrancelha.

Mas o que realmente chamava atenção era o olhar.

Escuro.

Tempestuoso.

Atrás dele, Nelson entrou logo depois, fechando a porta com um pouco mais de cuidado.

- Rafael - tentou, em tom baixo. - Vamos resolver isso com calma.

Rafael soltou uma risada curta.

Sem humor.

- Calma?

Ele virou o rosto para o amigo.

Os olhos estavam vermelhos. A voz fria e com uma calma superficial capaz de congelar os ossos.

- Eu estou tentando me resolver com minha esposa há dias, Nelson. Descubro que alguém tentou matá-la… e você quer que eu tenha calma?

Nelson abriu a boca para responder.

Mas Rafael já estava atravessando o hall.

- Onde ela está? - perguntou ele à empregada sem sequer parar.

A mulher piscou, nervosa.

- Dona Nina está na sala de estar, senhor.

Rafael não disse mais nada.

Caminhou direto pelo corredor longo da mansão.

O som dos passos ecoava pelo chão de mármore.

Cada passo parecia carregar mais raiva que o anterior.

A porta da sala de estar estava entreaberta.

Rafael a empurrou.

Dentro da sala, Nina estava sentada no sofá.

Uma pequena roupinha de bebê descansava nas mãos dela.

Um macacãozinho branco, delicado, com pequenos bordados azuis.

A televisão estava ligada em volume baixo, exibindo algum programa que ninguém estava realmente assistindo.

Ela parecia tranquila.

Calma demais.

Quando levantou os olhos e viu Rafael ali parado…

O sangue desapareceu do rosto dela.

- Rafael…

A palavra saiu fraca.

Quase um sussurro.

Ele fechou a porta atrás de si com um empurrão.

- Você tem alguma coisa que queira me contar?

A voz dele estava baixa.

Mas carregada de uma fúria que parecia vibrar no ar.

Nina engoliu em seco.

- Eu… não sei do que você está falando.

Rafael começou a andar pela sala.

Devagar.

Como um predador que circunda a presa.

- Não sabe?

Ele pegou o controle remoto da mesa de centro e desligou a televisão.

A tela ficou preta.

O silêncio tomou conta do ambiente.

Pesado.

- Interessante.

Nina colocou a roupinha de bebê na mesa.

As mãos tremiam levemente agora.

- Rafael… você está me assustando.

- Ótimo.

Ele parou bem na frente dela.

Os olhos escuros, implacáveis.

- Porque eu estou aqui exatamente para isso.

Nina forçou um sorriso nervoso.

- Isso não faz sentido…

Rafael riu.

Mas foi uma risada fria.

Perigosa.

- Não faz?

Ele se inclinou um pouco.

Os olhos cravados nos dela.

- Então me explica uma coisa.

O silêncio ficou pesado.

- Por que dois homens tentaram sequestrar Lorena hoje… e têm ligação com uma conta bancária que leva até aquela sua grande amiguinha Helena Moraes?

O coração de Nina disparou.

O ar pareceu desaparecer da sala.

Mas ela tentou manter a expressão neutra.

- Isso é absurdo.

- É?

Rafael se aproximou ainda mais.

- Porque para mim faz bastante sentido.

Nelson entrou na sala naquele momento.

Ele já percebia para onde aquilo estava indo.

- Rafael - disse com cuidado. - Lembra que ela está grávida do seu filho afinal.

Rafael ignorou completamente o amigo.

- Eu vou perguntar mais uma vez.

A voz dele estava baixa.

Mas cada palavra parecia uma ameaça.

- O que você fez?

Nina levantou-se do sofá rapidamente.

- Eu não fiz nada!

O tom saiu mais alto do que ela pretendia.

A respiração dela estava acelerada agora.

- Você está me acusando sem provas!

Rafael ficou olhando para ela.

- E escutem bem.

Os seguranças pararam.

- A partir de agora, Nina Menezes não sai da vista de vocês.

Os homens trocaram um olhar rápido.

- Senhor?

- Eu quero vigilância vinte e quatro horas.

Ele cruzou os braços.

- Ela não fala com ninguém.

- Não faz nenhuma ligação.

- Não recebe visitas.

O tom dele era tão frio que fez Nelson estremecer.

- Sem a minha permissão… - Rafael continuou - ela não dá um único passo.

Os seguranças assentiram imediatamente.

- Sim, senhor.

Eles pegaram Nina com cuidado.

Levantando-a do chão.

O corpo dela parecia frágil agora.

Quase pequeno.

Quando saíram da sala carregando-a, o silêncio voltou a dominar o ambiente.

Nelson levantou-se lentamente.

- Você percebe que fez tudo isso com a Lorena pelo filho que ela está esperando?

Rafael estava olhando para a porta.

Os olhos escuros.

- Ela tentou matar minha esposa.

Nelson suspirou.

- Se alguma coisa acontecer com o bebê… você fica sem mulher e sem filho.

Rafael finalmente virou o rosto.

O olhar dele estava gelado.

- A criança é o único motivo para essa mulherzinha ainda respirar.

A convicção na voz dele era assustadora.

- Eu fingi não perceber a armadilha dela naquela noite…

Ele passou a mão pelo maxilar machucado.

- Isso deu coragem suficiente pra ela achar que podia brincar comigo.

Ele caminhou até a janela.

A cidade brilhava lá fora.

A expressão fria.

Aparentemente controlado.

Mas Nelson sabia.

Aquela calma era como o mar antes de um tsunami.

- Depois que a criança nascer… - Rafael continuou, a voz baixa - eu tenho contas pendentes para acertar com ela.

O silêncio se instalou novamente.

Então ele completou:

- Mas se a Lorena não voltar…

Rafael olhou para a própria mão.

Os dedos lentamente se fechando em um punho.

- Nina vai implorar para ter morrido hoje.

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